quarta-feira, 30 de abril de 2008

Evolução 001

domingo, 27 de abril de 2008

25 de Abril Sempre! Pois claro...

O Miguel Sousa Tavares escreveu no cada vez mais pasquim que é o Expresso, que a única inevitabilidade na política portuguesa era que nunca mais nos íamos conseguir livrar-nos do Santana Lopes. Apesar de concordar, acrescento e com as comemorações naftalínicas do 25 de Abril. E depois queixam-se da suposta ignorância dos jovens e vem o nosso presidente da república, um tal de Sr. Silva (atenção que apesar de irónico, tratar as pessoas por Sr. para mim é mais respeituoso do que a nossa mania de Excelentíssimo Senhor Professor), que nunca primou pelo facto de ser culto, antes pelo contrário, dizer que se encontra impressionado com a ignorância dos jovens sobre política. Ora bem este mesmo senhor visita a Madeira e cala-se quando como é normal e protocolar ser recebido pela assembleia regional, não o é porque o presidente eleito por essa mesma assembleia acha que os seus deputados são uns bananas. Ou como na mesma ilha quando lhe pedem para falar sobre o ambiente aos nossos jovens, um tema que até lhes interessa, ele diz que está um dia muito bonito e cheio de sol. Será do aquecimento global? E já agora que tal colocar um cravo na lapela, não custa nada.
Peço desculpa por o tal prometido primeiro post sobre política esteja a ser tão demasiadamente tendencioso. Eu que até era para escrever acerca da oligarquia lisboeta, do seu centralismo descarado e da falta de influência do Norte nas decisões, e de como ver os Sopranos pode dar uma perspectiva interessante sobre o país. Mas pronto de vez em quando fico revoltado quando me chateiam a cabeça por ser fã do Sr. Soares que até pode estar velho, alguns dizem mesmo caquético, mesmo assim mais lúcido do que o senhor professor que vamos ter de aturar por mais 8 anos. Era bom que os jovens se voltassem a interessar por política, podia ser que o tirassem do poder. Lembrem-se que quando Cavaco Silva era primeiro-ministro é que começou a história da geração rasca que até só queria melhor educação e mostrar o traseiro sempre causou impacto (os americanos chamam-lhe mooning). Agora já não bastava por haver uns vídeos no youtube rotularem os putos de violentos e toca a chamar o Procurador Geral da República, também são burros. Esta moral e bons costumes da direita...
Mas a esquerda também leva. Hoje é só dar porrada! Se querem que os jovens saibam o que é o 25 de Abril e revoluções e pide e cravos, não impinjam sempre os mesmos velhos comunas e ex-bombistas que tirando uns poucos se calhar nem sabem bem onde estavam no 25 de Abril. Eu pessoalmente já estou farto de ver sempre as mesmas imagens de Lisboa, eu sei que o país era atrasado mas não existem imagens do Porto ou de Lamego, devem ter havido milhares de pessoas para os quais esse dia foi um dia como outro qualquer e que a notícia só chegou uma semana depois. Mais os capitães são uns chatos e estão gordos, as músicas de intervenção na sua maioria são merdosos (quantas vezes mais temos de ouvir uma gaivota voava voava), o Depois do Adeus não tem nada de revolucionário é apenas a história dum gajo que deixa a namorada e agora está fodido e Grandôla acho que nunca foi cidade. E o José Afonso é tipo o gajo maior da música portuguesa, o Venham mais Cinco é o melhor álbum de sempre e a maioria da música fantástica que fez não é da chamada intervenção. Na 2 num documentário muito bem feito da subfilmes dava justamente destaque a isso e pediam ao pessoal novo para reinterpretar ou conhecer a obra, e depois ouvi a Cristina Branco a cantar isto e fiquem rendido. Enquanto isto acontecia, na rtp1 5 horas pra aí das tais musiquinhas agora com arranjos manhosos à la operação triunfo, miséria.
Para terminar deixem de romancear tanto a história, esta quer-se imparcial não é, foi um dia bonito, a revolução tem uma estética romântica que nem o maior mestre de marketing poderia engendrar (a imagem do puto pôr um cravo na G3. Grande!) e dá um óptimo feriado por muitos e largos anos.

sábado, 26 de abril de 2008

John Cho's Off Centre

Série de culto dos primeiros tempos de faculdade, foi vista e revista por bastante gente, no sofazito da 5 de Outubro quase em frente ao Varandim. É uma sitcom norte-americana que foi transmitida, pelo menos na 2, e que conta a vida de dois amigos que partilham casa em Nova York. A série nunca teve grande audiência e foi cancelada a meio da segunda temporada por duas razões: primeiro porque era exibida ao Domingo e passaram-na para Quinta, o que não ajudou nada a falta de público, e em segundo pela controvérsia gerada por alguns temas tratados e linguagem utilizada. Depois de ser votada como a segunda pior série para a família por grupos como o "Parents Television Council", o New York Post publicou um memorando da Warner Bros. direccionado aos criadores da série que dizia o seguinte: "It is essential to reduce and/or modify the significant number of uses of 'penis,' 'testicles,' 'foreskin' as well as euphemisms for the same, such as 'your thingie''. Também proibe o uso de expressões como "covered wagon," "unit," "turtleneck," "little fella," "anteater," "diddy," "cloaking device" e "my pig is still snuggly, wrapped in his doughy blanket." Grande parte disto é dito por Chau Presley (John Cho), o amigo vietnamita e empregado do restaurante que eles costumam frequentar, que é a grande alma da série. Completamente louco e sem a mínima noção do ridículo Chau protagoniza muitas das melhores cenas do programa. Não chega a ser uma série de top, mas ele anda por lá. Têm aqui um excerto dum episódio com que esbarrei no youtube. Há cenas melhores (como o episódio em que ele namora com uma sem-abrigo, ou como ele diz outdoorsy) mas não vou estar a procurar. Para além dos dois amigos, o Mike (Eddie Kay Thomas) e o Euan (Sean Maguire), há ainda a Liz (Lauren Stamile) que é namorada do Mike e o vizinho Status Quo (Jason Wiston George), um rapper durão, mas só de fachada. Enjoy


quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Relatividade Restrita

No seu artigo de 1905, Einstein resolveu uma questão sobre o comportamento da luz que o intrigava desde a sua adolescência. Desde os 16 anos que Einstein se questionava sobre qual seria o aspecto de um feixe de luz se ele pudesse correr a toda a velocidade ao lado dele. Ao reflectir sobre esta questão, ainda antes de publicar o seu trabalho, concluiu que utilizando a teoria de Maxwell (Electromagnetismo) a velocidade da luz era a mesma, independentemente da forma de a medir. Mas, pelo contrário, de acordo com a teoria de Newton (Gravitação) pode sempre alcançar-se um objecto que viaje a alta velocidade. Para Newton, o espaço e o tempo eram grandezas que formavam um referencial absoluto em relação ao qual podemos descrever o movimento de todos os corpos. Os físicos newtonianos acreditavam que o “éter” seria o tal referencial absoluto no qual se poderiam medir as velocidades de todos os objectos.

Segundo Einstein não existe qualquer forma de comunicar informação, ou de propagar uma perturbação de um lado para o outro, a velocidades superiores à da luz. A constância da velocidade da luz implica que medições efectuadas com relógios e réguas dependam do movimento relativo dos observadores. Na relatividade de Einstein, a medição de um intervalo de tempo depende do sistema de referência em relação ao qual se faz a referida medição. Um relógio em movimento avança mais lentamente do que um relógio em repouso. Os processos físicos utilizados no mecanismo do relógio ocorrem mais lentamente em relação ao observador em repouso. Mas este efeito só é apreciável a velocidades muito elevadas, próximas da velocidade da luz.

De acordo com a Relatividade Restrita, para compensar esta “dilatação do tempo” há simultaneamente uma “contracção do espaço”. No universo de Einstein, a distância entre dois pontos depende do sistema de referência. O comprimento de um objecto, medido num sistema de referência em movimento relativamente a esse objecto, é sempre menor do que o comprimento próprio (medido no referencial ligado ao objecto). Este efeito ocorre apenas ao longo da direcção do movimento.

Einstein sugeriu que se devia pensar no tempo como uma outra dimensão do Universo – a quarta dimensão – em muitos aspectos semelhante às três dimensões espaciais a que estamos habituados. Os acontecimentos passam a ser especificados usando-se quatro dados (três para as dimensões espaciais e uma para a temporal) e esta informação permite determinar a posição desse acontecimento no espaço-tempo.

Na Teoria da Relatividade Restrita, Einstein, admitiu que todos os objectos do universo se estão sempre a mover através do espaço-tempo a uma velocidade constante – a da luz. Esta ideia parece absurda se pensarmos a três dimensões, por isso é necessária a dimensão temporal para que este raciocínio seja válido. Ao considerar um objecto em repouso em relação a um dado referencial de inércia, toda a velocidade do objecto é utilizada para viajar numa só dimensão – a dimensão temporal. Todos os objectos fixos em relação a este envelhecem ao mesmo ritmo ou velocidade. Se um objecto se começar a mover no espaço, ele começa a utilizar uma parte da sua velocidade para o fazer. Para que a sua velocidade no espaço-tempo seja constante, a sua velocidade na dimensão temporal terá de diminuir. O objecto vai-se deslocar no tempo mais lentamente do que os objectos estacionários. Quando um objecto se move em relação a nós o tempo “atrasa-se” porque isso transfere alguma velocidade de movimento no tempo para movimento no espaço.

Gui Boratto em Portugal

Há por aqui pessoas que apostam na variedade dos seus posts, pois se bem que eu ao ínicio ainda tentei e prometo que vou tentar mais vezes, a minha cena é a música e encontro sempre motivos para postar, já tive uns quantos blogs sobre música mas faltava sempre audiência que aqui até existe (digo eu!).
Pois bem, de regresso a Portugal para 2 datas, amanhã véspera de feriado e de revoluções no Porto no récem aberto club Gare, ali mesmo à beira da gare de S.Bento, e dia do trabalhador no Lux em Lisboa, também pertinho da ferrovia nacional, está o grande Gui Boratto. Para quem anda nas lides dançantes a música deste brasileiro já faz parte da banda sonora pessoal à algum bom tempo, seja nos cds que andam no carro, seja em festas em bons clubs ou seja ao vivo, como por exemplo na fantástica actuação no Anti-Pop 2007. E o Chromophobia é um álbum do car****. Aos outros fica aqui o vídeo magnífico de uma música fantástica, daquelas que convençem até os mais cépticos em relação à música dançante.

gui boratto beatifull life


Digam lá que o vosso dia não ficou mais bonito!
What a beautiful life, what a beautiful world!

Myspace

Vídeos do Anti-Pop 2007
1, 2, 3, 4, 5

terça-feira, 22 de abril de 2008

"Even sex without procreation is good, because it helps you ease tension"

E quem diz isto é o herói de um RPG que descobri recentemente e que (como bem se vê!) merece um comentário.

Este post a bem dizer já vem com dois anos de atraso: em 2006 saiu The Witcher um RPG que apesar de não fazer (até ver!) sombra a títulos como Shadown of Amn ou Neverwinter Nights dá uma nova tónica ao conceito de RPG, com uma jogabilidade impressionante, gráficos de fazer fritar muita placa gráfica e uma história que apesar de não ser nenhuma obra prima não fica a dever nada a outros RPG que saíram nos últimos anos.


No jogo encarnamos a personagem de Gerald, um tipo que ganha a vida a matar monstros e passa grande parte do jogo a tentar enrolar-se com as diversas personagens femininas com que se vai cruzando. Pelo caminho há ainda tempo para uma boa dose de violência gratuita salpicada aqui e ali com pérolas como palavrões, abuso de álcool e drogas, sexo, prostituição e fanatismo religioso.

Fica aqui um filme do gameplay do jogo, para fazer salivar os mais viciados



A minha pontuação (de 0 a 20)
História: 10, o facto da personagem convenientemente ter ficado sem memória é imperdoável. Para além disso o argumento é uma nova versão das mesmas coisas que andam a ser escritas desde que tolkien publicou O Senhor dos Aneis, já era tempo de deixar-mos elfos e anões em paz e criar novas raças para os RPG's de medieval fantástico.
Personagens: 13, não que os autores do jogo estejam sempre a meter água, mas muitas vezes levam as coisas para níveis excessivos de parvoíce, pior pior é a profissão de uma das personagens: Detective Privado.
Gráficos e jogabilidade: 20
Aquecimento da minha placa gráfica: 21
Apreciação global: 19, é sem duvida o melhor jogo que já experimentei em diversos domínios, apenas peca no facto da história por detrás do RPG não ser nada de mais e faltar às personagens carisma e originalidade me impede de dar nota 20 a este jogo.

Pop solarenga em dia de chuva

Pelos lados da escandinávia dos fiordes e de dias sem noite e noites sem dia há qualquer coisa que os faz fazerem canções bonitinhas e incosequentes, daquelas que transportam em si uma melancolia agradável que tanto sabem bem num fim de tarde de verão como numa tarde de chuva como a de hoje.
E hoje tem-me sabido bem ouvir esta musiquinha desta querida sueca de Estocolmo que se chama Lykke Li e tem um álbum deste ano chamado Youth Novels, que pode ser descarregado aqui. Esta é o vício da tarde e chama-se Little Bit.



Myspace da menina.

domingo, 20 de abril de 2008

Cinco Trailers e Uma Curta

Para começar, um filme que já se fala há muitos anos e que estreia no dia 22 do próximo mês.

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull


Continuando no cinema de acção e aventura, estreia dia 18 de Julho nos States a continuação de Batman Begins, o segundo filme dirigido por Christopher Nolan, com o falecido Heath Ledger no papel de Joker.

The Dark Knight


Lá mais para Agosto, Ben Stiller está de volta também como realizador (o último foi o Zoolander de 2001), com uma comédia em cenário de guerra, ao lado de Jack Black e Robert Downey Jr. nos principais papéis e um cast cheio de actores conhecidos.

Tropic Thunder


Feita a passagem para a comédia têm aqui o trailer dum filme que também se fala há já algum tempo.

Get Smart


Numa onda menos mainstream e com estreia marcada só lá para Outubro, está o novo filme de Fernando Meirelles (Cidade de Deus; O Fiel Jardineiro), uma adaptação do "Ensaio Sobre a Cegueira" de José Saramago. Pensei que ainda nem houvesse trailer, mas aqui está.

Blindness


Para terminar, uma curta que o Capitão Timor me mostrou. Selton Mello conta a Seu Jorge como decifrou o código que Tarantino inventou e que interliga todos os seu filmes (ou quase).

Tarantino's Mind


sábado, 19 de abril de 2008

Música para o fim de semana


El Guincho

Considerado o Panda Bear de Barcelona, e a comparação não é de todo descabida, editou este ano o álbum Alegranza e é uma das revelações do ano, a Pitchfork deu-lhe um 8.3. Melodias vocais em espanhol, percurssões vindas dos trópicos ou de África com um bocado de dub, é este o caldeirão de sons que a criatividade de Pablo Díaz-Reixa deixou gravada neste disco. Checkem o Myspace para mais sons e informação.


EL GUINCHO - Kalise

A segunda sugestão é tuga e devo confessar que sou um admirador convicto dos Dead Combo, das melhores coisas que a cena musical cá do burgo produziu. O novo registo chama-se Lusitânia Playboys e pelo que já ouvi a banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves continua na onda de banda sonora de western da Mouraria, Sergeo Leone meets fadista vadio, mas desta vez alargaram o leque de convidados a gente como Howe Gelb e como dizem partiram do porto de Lisboa com destino ao mundo. Nada faz melhor juz do que as palavras da própria banda no myspace:

“A festa de despedida no porto de Lisboa estava cheia. Playboys e ancas jeitosas, marinheiros e oficiais despenteados, urbanos e campónios, populares e clássicos, modernos e antigos, bêbedos e alegres, tristes e melancólicos, uns dançam, outros tocam, alguns vivem, uns são convidados, outros aparecem por lá e todos fazem parte dessa mesma eternidade. Uns ficam, outros já se foram.

Com o subir da lua chega a hora do adeus, dos beijos, das facadas, dos abraços e das desgraças, as luzes do porto apagam-se, a algazarra dissipa-se, o som do baile entregou-se às gaivotas, o cheiro a rio invade as ruas até cá cima, e ao longe, no silêncio deste Tejo, navegando sob águas calmas, o Lusitânia partiu.

Uma silhueta negra acabou de passar a barra, é um barco, que ninguém sabe para onde vai.”

Lusitânia Playboys já está disponível nas lojas em edição especial, incluindo um DVD com curtas subordinadas à temática, com concerto ao vivo e mais outras preciosidades. Eu ainda não comprei mas desta vez acho que não vou ceder à tentação da pirataria. De referir que vão andar pelas fnacs do país em digressão e por mais alguns sítios, incluindo uma data no Passos Manuel no Porto, é só checkar o myspace.

Já agora fica aqui o vídeo de Putos A Roubar Maçãs.

Putos A Roubar Maçãs


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Retalhos Relvados Regados em Redor

"Pretensiosismos à parte, reconheço que tenho falhas. Reconheço também, não as reconhecer como minhas, mas espalhadas pelos outros como retalhos relvados, regados em redor. Quando subi o Gangapurna, vi o cansaço na cara do Jaime, o frio na barba do Beto e o medo nos olhos do Sérgio. Mas ao fim destes anos não as consigo sentir. Não me consigo lembrar a que sabiam. O invólucro está vazio porque resolvi emprestar a tampa. Tampas há muitas, seu palerma! Diz um gajo que fala com candeeiros na rua… Barbas de molho, coentros na mesa do rei, um pássaro na mão ou duas no soutien? Daqui a nada começa a tratar-me por Evaristo. Tenho disso, tenho! Podes levar! Talvez o problema seja dar sem receber. Aí está uma falha que não vejo nos outros. Toma lá, dá cá. Não sei em que altura se passa ao campo do interesse. Sim é bonito… mas preferia outra coisa. Ok… não havia mais nada? É Linda… mas o Martim gosta mais de pólos… Jóia!... Cumé? Bam’ bora? O people curtiu… apesar de ser uma semente do corporativismo. Cromo… Se é difícil vermos todos da mesma maneira, porque é que tentamos parecer tão iguais? Conheci um puto que consumia duas doses de anarquia por semana para conseguir sair do quarto e ir até ao parque. Como dizia o Abel, os extremos tocam-se, mas duma maneira “não-sexual”. Acabou mal esse puto. Eremita num dia, sociopata no outro. Numa manhã em que ia manifestar-se contra o excesso de zelo das unidades anti-choque foi apanhado pelo Baba Ram Dass à saída do McDonalds. Passou dez anos numa casa de chocolate, conheceu o Ptolomeu, o Gandhi, o Duke Ellington, o Fernão Mendes Pinto, o Frank Zappa, o Frank Capra, o Franz Kafka, o Darth Vader e o Feiticeiro de Oz, adorava conhecer a Carole Lombard, mas o Clark não lhe dava espaço. Quando pensava ter-se libertado da sua mente libertária, só sentiu sossego na cabana em Montes Altos, apanhou bastantes frutos, comeu bastantes ervas, matou um casal e uma miúda de sete anos, com um pau que havia aguçado há uns dias, e virou Solange na prisão, até que a morte os separe. Lá interessante foi. Recebeu o que não queria depois de dar o que não devia. Pretensiosismos à parte, há alturas em que mais vale deixar o frasco ao ar e continuar a regar."