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sexta-feira, 13 de março de 2009

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Será um novo caso tipo Benjamin Button

Isto dá mais sentido à expressão "Isso até um miudo de 10 anos faz"

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A minha primeira vez...

Quem disse que a bateria era só um instrumento de ritmo? Gostava de ver a cara do Jimmy Page ao ver isto.


sábado, 29 de novembro de 2008

O Zé gosta dos GNR, eu também gosto muito mas melhor ainda é ler o Reininho


O ípsilon de vez em quando lá vai surpreendendo a malta e por vezes consegue-se ler uma pérola como esta, do maior personagem da pop portuguesa dos últimos anos (O Variações foi curto), Rui Reininho em discurso directo.


O homem tripolar
João Bonifácio


A dada altura, Rui Reininho, falando de Belém (Lisboa), diz: "Isto é um sítio muito interessante e muito mágico, talvez daí eu tenha pirado um bocado tematicamente. Quis fazer um disco à antiga, conceptual mesmo. Há uma história do princípio ao fim."
Isto saiu-lhe numa longa conversa com o Ípsilon em Belém, a propósito de Companhia das Índias", 13 temas de pop aqui estranha, ali directa, e o primeiro disco de Reininho a solo em 53 anos de vida. Na escrita das canções, gente muito díspar entre si, que vai de JP Coimbra, dos Mesa, a Paulo Furtado, dos WrayGunn, passando por Rodrigo Leão.
O disco parece abordar uma estranha noção de "positividade" - e Reininho revelou na entrevista um inesperado interesse por gongos tibetanos, reikis e afins.
Na tarde em que nos sentámos para conversar, Reininho estava particularmente cansado, depois de uma noite a filmar um videoclip até às tantas. A entrevista, mais que debater o disco, acabou por versar as muitas máscaras de Reininho, a sua inquietude, algum comodismo que se havia abatido sobre a carreira, tudo discutido com uma frontalidade rara por cá.

Já está a morar aqui [em Belém] há algum tempo?

Há um ano. Vim fazer o disco para aqui. O disco tem uma coisa muito agradável para mim, que é aprender outra vez. Ter de ir a casa das pessoas, ir ao Estoril a casa da Margarida [Pinto, escreveu "Triste S" para este disco] e do [Miguel] Cardona, eles ali à lareira com o seu piano, ir a casa do Rodrigo Leão. Fui fazendo consultas. Depois combinava com o Armando [Teixeira, produtor] - que é um dos casos clínicos mais interessantes da nossa praça, um tipo que ouve muito, tem uma discoteca fantástica de vinil, com seis ou sete versões do "Hair" e discos do Festival de San Remo - para o dia seguinte. "Às onze a gente encontra-se", e ouvíamos isto e aquilo. Podia ter sido uma manta de retalhos, mas tem quatro ou cinco canções na "mouche", são pop, são coisas que eu sei fazer. Depois tem coisas em que me aventurei - se calhar é o meu futuro.

O facto de uma "major", a Sony BMG, ter entrado no processo alterou o disco?

Eles não exigiram nada. Eu tinha meia-dúzia de nomes com quem queria trabalhar, gente que admiro - e pelos vistos isso é mútuo. As canções são a visão que as pessoas têm de mim. O JP Coimbra [dos Mesa, escreveu "Lados B"] dizia: "Isto é um bocado Las Vegas, um bocado Elvis, é muito interessante vestir estas coisas todas." A parte unificadora foi a produção - deve ter sido difícil aquele homem conseguir um som. Isto não tem aquela carga do jovem que chegou à coisa, não tenho um projecto. 'O meu projecto é...' Oh ninos!, projectos é para arquitectos.

Agora há outra vez putos que não gostam de projectos, tocam e acabou. Uns são seus fãs, os Pontos Negros.

Mas esses têm uma igreja por trás, isso é muito importante. Eu agora pratico gongos tibetanos e "healing", faço gente levitar a cinco palmos do chão - eu digo isto e as pessoas não acreditam. É um poder um bocado como aquela hipnose de pôr 40 mil pessoas a cantar.

Mas está mesmo interessado nesse tipo de coisas?

Estou, porque existe mesmo essa energia.

Mas o que é que sabe fazer?

Não posso dizer no jornal, senão parecia o professor Bambo. São gongos e taças tibetanas de "healing", para curar depressões e não sei quê. Há aqui na zona um tipo que me diz: "Estás a viver na parte de cima de Pedrouços, que é o lado do Bem, a parte de baixo são os gajos da missa negra." Eu apanho os malucos todos, sou o gajo que entra no metro e vem o criminoso, o serial-killer, o arrependido, o gajo que se vai atirar para a linha e acabou de dar um desfalque.

Mas o que é que estava a acontecer na sua vida para se interessar por...?

Sofrimento, sofrimento grande. E gente que morreu. Amigos, namoradas que morreram, que foram levadas pela heroína, pela sida. A minha função é um combate aqui dentro. Ser o "Dr Optimista" [uma das canções do disco] da história. Ver um amigo meu como o Zé Pedro, que tem também uma luz do caraças, livrar-se do álcool e do pior dos infernos, ver o sorriso daquele homem... aquele tipo agora é um santo, só espalha o bem e a harmonia onde está. Essas são as personagens que nós precisamos.

É uma coisa geracional, a heroína entra cá pouco antes de a sida surgir.

Nos bons tempos podíamos ser promíscuos porque só havia herpes. Depois começámos a perceber que a vida mata. Este disco é sincero quanto a isso: tem um lado de palhaçada que eu assumo, que também é bom para me esconder, o gajo do turbante, da bola de cristal [Reininho refere-se ao imaginário do disco]. Até comprei a minha bola de cristal, levei-a para casa, pu-la em cima da casota do meu cão, a luz incidiu e ia armando um incêndio. Mas tem um lado sério: há anos que faço acupunctura, nunca mais tomei um antibiótico nem anti-inflamatórios, nem cigarros, nem bebidas brancas - é o meu apartheid.

Mas agora fez uma limpeza?

Isso é porque não aguento. Continuo a fazer espectáculos como fazia há uns anos, de uma hora e meia. Em Guimarães fiz duas horas de espectáculo com uma banda sinfónica, a cantar contra cento e tal gajos.

A voz está mais limitada do que antes, não?

Não, está mais aberta. Hoje é que estou cansado, nem devia estar a falar, porque ontem foi violentíssimo estar ali [a fazer o vídeo] até às cinco da manhã. Acabei a noite completamente louco a saltar por cima de carros como se fosse o Conde Drácula, ao som do "Turbina e Moça".

É uma das canções que parece desenhada para si.

E foi, porque o [New] Max escreve de outra maneira. É um gajo do hip hop lá de Leça, do surf.

Tem um lado "new wave".

Sim, mas isso são as coisas que eu vivi. Nos anos 1970 apanhei com a cena de Camden [bairro de Londres]. O Billy Idol apanhava o mesmo metro que eu. A gente ia comprar o mesmo que eles, dava um cheiro e uau uau uau uau [onomatopeia para 'aceleração']. Aquilo marcou-me muito. Gosto daquele "Come back to Camden" do Morrissey, é quase de ir às lágrimas. "Come back to Camden and I'll be good". Volta para casa que eu desta vez vou ser bom - já disse isso a muitas raparigas, elas já não acreditam.

Porquê só agora um disco a solo?

Só agora é que tive tempo. Antes queria era fazer um filme, depois percebi que não sei fazer. Ainda ontem [nas filmagens] estava com aquela curiosidade, a ver como é que funcionava a câmara. Foi incrível: às cinco da manhã, a equipa louca, raparigas em hipotermia e de repente vou buscar outra personagem - eu sou tripolar - e desato a saltar por cima de carros e a queimar coisas. Desaparece a personagem e mete-se na caixa - espero que não apareça durante uma semana.

As pessoas com quem trabalhou são sugestões suas?

É tudo gente que eu conheço. Há quem diga que o "Bem bom" está um bocadinho fora, mas vem do [espectáculo de versões] Companhia das Índias: eu comecei com versões e aquilo é a cristalização do espectáculo. O samba ["Faz parte do meu show"] foi o Nuno Espírito Santo que me disse para gravar, é uma música vagamente pedófila e perversa.

O "Bem bom" também parece muito delicada e é uma canção sobre...

Sim, sim, é um "one-night stand". É maliciosa. Nós começámos a ensaiá-la e toda a gente se ria. Aquilo deu muito trabalho. A ideia do cravo é ser "Ligações Perigosas", cruel. Quem também me deu a benção para este disco foi o Peter Murphy, que conheci, é um aristocrata, e que me disse: "Muito interessante". Falámos sobre vinhos, sobre Nova Iorque, ele conhece o John Cale, eu conheço o Ricardo Quaresma.

Ficou a ganhar. O que é que o levou a escolher estes tipos para compor?

Conhecia-os. O New Max fez a produção do "Revistados" [disco de homenagem aos GNR], conheci-o na altura e fizemos concertos com eles. Isto é gente que eu encontro no rock e digo: "Então pá, não sei quê, temos de fazer uma coisa juntos." Com o Rodrigo Leão estava sentado em casa dele, a almoçar, com os putos todos - tem três filhos maravilhosos - e ele disse: "Agora vamos ver o que fazemos".

Não tem um certo arrependimento por não ter construído esse tipo de vida que o Rodrigo Leão tem?

Tenho, porque perdi muito tempo, não estava nos aniversários, não dei a atenção devida. Claro que queria uma coisa assim. Tenho um puto maravilhoso ali em Santo Amaro de Oeiras, um miúdo aventureiro que quer ir comigo para as coisas, está com imensa curiosidade. É um anjo de um gajo que me conhece como ninguém. Mas eu sou um bocadinho intranquilo. Gostava era de deixar os telespectadores tranquilos e ir ao Botão, a esses sítios que estão a chamar por mim e deixar-vos em paz - mas antes queria resolver este disco a solo, esta coisa de que toda a gente me falava há anos.

Não se andava a sentir acomodado?

Sim, senti. Sentimos todos esse status quo. E acho que percebi que isto ia acabar, aquela indústria acomodada, preguiçosa e filha da mãe que faz reedições a 20 euros quando já houve vinil, já houve CD.

O Armando é um especialista naquela área lounge. Podia ter feito um disco todo num registo cabaret.

Sim, sim, isso era o que as editoras queriam, mas eu não quis. Havia o "Bem Bom" e podíamos ter feito só versões e se calhar vendia mais às senhoras nos salões. Esta história é arriscada: ser rebelde aos 17 também já fui, difícil é depois, como dizia o André Gide. Fazer ruptura quando já está tudo estabilizado é muito mais difícil.

[Um senhor de aspecto muito respeitável cumprimenta Reininho].

Como é que tem este lado de pessoa respeitável quando nos últimos 30 anos deve ter sido respeitável umas duas vezes?

As pessoas aceitam. Eu sou muito Conde Drácula: o conde não faz nada que não lhe deixem. Nunca usei a hipnose para os concertos - aquilo é uma histeria para os putos, uma hipnose, e depois aquilo passa, mas eu não exerço isso. Cada coisa é uma coisa: festa é festa, depois salta-se para outra personagem.

Mas tem muito isso de mudar de personagem?

Sim. Às vezes é um bocadinho incontrolável.

Na vidinha normal, isso não é complicado?

Não, é fantástico. Dão-me mais fiambre e tudo. Vou ao supermercado e dizem-me: "Gosto muito da sua música." Eu digo "Queria 200 gramas." "Ah, leve 400, não diga nada." Agora não como fiambre por causa da minha religião. Daqui até ao Natal vou ser judeu, que é para não me chatearem.

Isso acontece porque o país é muito pequenino. Por isso acabou por ficar como o provocador oficial, vai à Televisão, diz umas coisas.

Se reparares bem, eu já não tenho directos. Há uma censura implícita. Saem-me coisas muito sinceras, mas as pessoas não gostam muito de sinceridade. Neste meio há pessoas que eu preferia não conhecer. Mas tenho o prazer de estar a jantar com o Peter Murphy e de repente estar a passar ali em Vila Nova de Gaia e está o Quim Barreiros: "Ó bacano, anda cá para cima." E eu fui. Subo o monte e ele: "Cumé que cantas o caralho do 'Inferno'? É em sol?" E fizemos um encore, "E que tudo mais vá pró inferno lai lai la la". É fantástico, não é?

O que é que o atrai na disparidade desses universos?

Gosto daqueles gajos, sinceramente. As conversas mais divertidas que eu tenho sobre o business é a ouvir o Zé Cid a falar - ele não entrou neste disco porque não deu. "Vem a Santarém, pá, então agora andas a fazer música com essas gajas que ninguém conhece? Tens é de que andar com o grande cantor." E é verdade, ele é um grande melodista, num país a sério ele seria um Liberace.

Um Elton John.

Um Elton John, um melodista porreiro e que cresci a ouvir. Quando vi o Quarteto 1111 disse assim: 'Fogo, gostava tanto de ser aqueles gajos ali em cima', como o Mike Sargeant, téu néu néu [onomatopeia de guitarra], Tozé Brito, eu queria ser o Tozé Brito. E agora canto a música dele.



A do Peter Murphy conhece o John Cale e eu conheço o Quaresma, priceless.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Só para isto passar a média de um post por dia e chegar aos 31 e quem sabe até a mais, tomem lá uma dose de psicadélia



Em formato musical e visual. Do novo de Squarepusher - Just a Souvenir, editado pela Warp Records (Créme de la Créme da electrónica há 20 anos) e que pode ser descarregado por via ilícita através do rapidshare aqui. ou pelo megaupload.
Ponham o vídeo no modo écran inteiro.



Ah e pausem o leitor aqui ao lado.


Squarepusher - Planet Gear from Warp Records on Vimeo.

E metam umas drogas que tiverem aí à mão, antigripine também serve...

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Sábado 8 no Indústria Porto

Já aqui tinha deixado em tempos o vídeo Hitch Hicker Choise dos Minilogue que é uma maravilha da animação à moda antiga. Este Animals também é uma maravilha (foi o mesmo criador) e o mais ambiental six arms and one leg só demonstra todo o cuidado que põem na componente audiovisual. É de ver também o site oficial e todo o imaginário animalesco de brincar que criaram para o álbum que se chama nem de propósito Animals.


Animals


Six arms and one leg

E já agora o poder interactivo do Youtube é tão grande que alguém teve a paciência para imitar o vídeo do Hitch hickers em barro.


A não perder (Eu acho que sim com muita pena) sábado naquela cave num centro comercial da Av. do Brasil.

Heidi Klum Rocks on Guitar Hero World Tour!

O Guitar Hero World Tour é um videojogo sobre música que saiu no dia 28 de Outubro nos Estados Unidos. Já é a quarto jogo da série (também chamado de Guitar Hero IV) e saiu para a PlayStation 2, PlayStation 3, Wii e Xbox 360. Para PC, parece que a Microsoft anda a tratar do assunto. O jogo que já nas versões anteriores permitia o uso de um comando em forma de guitarra, vem melhorado com controles de bateria e microfone para precurssão e voz. Podem-se criar músicas na versão de estúdio, mas sem a parte da voz por razões técnicas e legais. Os jogadores podem compartilhar as suas canções. No modo carreira, há uma grande lista de músicas rock, que engloba todos os sub-géneros, para saber tocar e ainda as Guitar Batlles contra os senhores Ted Nugent e Zakk Wylde. A promoção ao jogo tem sido feita por celebridades, acho que o Kobe Bryant e Michael Phelps já entraram, não vi. A que gostei de ver foi esta:


sábado, 1 de novembro de 2008

10 Grandes "Fake Bands" do Cinema e Televisão


Dr. Teeth & the Electric Mayhem

É a banda mais famosa da lista. Deu música durante muitos anos a crianças de todo o mundo no programa The Muppet Show e nos filmes da série. Dr. Teeth (à esquerda) é o líder da banda rock marreta que tem na bateria o membro mais famoso, Animal, o único que faz parte do elenco principal dos Muppet Babbies.

Fingerbang
A Boys Band de South Park. O Cartman sonha que vão ser eles a próxima sensação musical do país o que os faz ganhar a admiração de milhares de mulheres bonitas e ainda 10 milhões de dólares. Convencido tratar-se de uma mensagem de Deus, não descança enquanto não a realiza. Até a Wendy entra na banda porque uma Boys Band que se preze tem cinco elementos. O significado do nome da banda só o Kenny é que sabe, uma vez que os outros não se acreditam nele e pensam que fingerbang é o gesto de fazer uma pistola com a mão.

Les Triplettes de Belleville
O filme chama-se Les Triplettes de Belleville ou Belleville Rendez-Vous e é um dos filmes de animação mais invulgares dos últimos anos. Sylvain Chomet fez um excelente trabalho sendo nomeado, em 2004, para melhor filme de animação e melhor música. Champion foi criado pela avó, Madame Souza (à direita), e realizou o seu grande sonho de poder competir no Tour de France, pelo menos até ser raptado a meio. A avó e o seu cão Bruno partem então em busca de Champion, numa aventura épica em que são ajudados por 3 velhotas que formam um bizarro trio de jazz, e enfrentam a máfia francesa e até o Padrinho.

No Vacancy
Richard Linklater deixa o indie para realizar The School of Rock em 2003 com argumento de Mike White, e valeu a pena. É um grande filme para canalha (e resto da família) que aborda o tema da música (rock) como poucos, duma forma simples e eficaz, o que levou Linklater a aceitar o projecto. Jack Black (deu aqui o grande salto na carreira) é um wannabe rockstar e um músico pouco genial que se faz passar por professor substituto numa escola preparatória e tenta transformar a turma numa banda rock para competir no "Battle of Bands" que se avizinha. Eles são os No Vacancy.

Spinal Tap
This Is Spinal Tap é um documentário de 1984 sobre uma banda rock dos anos 70. Rob Reiner assina este mockumentary ou rockumentary, como já foi chamado, que se trata duma sátira às grandes bandas rock da altura, num registo cómico inteligente e subtil. Muita gente chegou a pensar que a banda existia mesmo. Talvez o maior fime de culto da lista.

Stillwater
Um miúdo do secundário tem a oportunidade de escrever um artigo para a Rolling Stone sobre uma banda rock dos finais de 60, os Stillwater, enquanto os acompanha em digressão e nasce para vida. O filme é de 2000, chama-se Almost Famous, ganhou o óscar de melhor argumento e é provavelmente a melhor criação de Cameron Crowe, talvez também por ser semi-autobiográfico.

The Be Sharps
The Simpsons, claro. Os Be Sharps eram um quarteto formado por Skinner, Homer, Barney e Apu (da direita para a esquerda), com uma história estranhamente similar à dos Beatles, que lançaram um albúm em 1985, atingiram um enorme sucesso a nivel nacional e ainda ganharam o grammy para "Outstanding Soul, Spoken Word, or Barbershop Album of the Year". Em vez do Barney, que se revelou um grande tenor, era para fazer parte do quarteto o chefe Wiggum, mas era muito Village People.

The Carrie Nations
The Carrie Nations é uma banda de rock'n'roll que se muda para Hollywood com a finalidade de atingir um maior sucesso comercial. A banda soul psicadélica dos finais de 60, recentemente chegada a Los Angeles, vê-se rapidamente inserida no mundo do sexo e dasdrogas. O filme é de 1970, chama-se Beyond the Valley of the Dolls e é uma das comédias eróticas, ou soft-porn vá, de Russ Meyer mais conhecidas.

The Rutles
The Rutles: All You Need Is Cash de 1978, é uma paródia à Beatlemania e aos muitos documentários feitos sobre eles. Este documentário criado pelo Python Eric Idle, segue a carreira dos Fab-Four: Dirk, Barry, Stig e Nasty, desde o seu ínicio em Liverpool, até ao sucesso mundial.

The Soggy Bottom Boys
Tim Blake Nelson, George Clooney e John Turturro fogem da prisão e formam esta banda folk quase sem querer, ao gravarem o single "Man of Constant Sorrow" que vai ser um sucesso na rádio. O filme é a aventura homérica dos Coen, O Brother, Where Art Thou? de 2000. Pena a foto ser foleira, nem têm as barbas...

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

Judas Priest, Megadeth e Testament

Judas Priest é uma das bandas pioneiras do Metal. Começaram em meados dos anos 70 como uma das principais divulgadoras da nova vaga do British Heavy Metal. Aliavam os riffs poderosos dos Sabbath a uma velocidade que só se via nos Zeppelin. Estava preparado o terreno para o Speed Metal, uma variação do Heavy que se tornou nos anos 80 a mais popular corrente Metal Underground. Os Metallica, os Slayer e os Megadeth, tocavam extramente rápido, composições tecnicamente evoluidas, mas com um ataque simples e abrasivo que fazia lembrar o punk. Dave Mustain, o mentor da banda, tinha sido membro dos Metallica e não queria fazer dos Megadeth mais uma banda trash, deixando-se influenciar pelo rock progressivo, mais instrumental e conferindo uma vertente mais niilista à banda. Os Testament surgiram praticamente na mesma altura, mas nunca chegaram a ter o sucesso dos demais, apesar de não lhes faltar qualidade.


A novidade é a Priest Feast, uma digressão que conta com as três bandas e que vai precorrer a Europa em Fevereiro e Março. A novidade foi adiantada pelo Blitz. Segundo o site oficial dos Megadeth, a digressão passa por Portugal dia 17 de Março de 2009 no Pavilhão Atlântico. Quem estiver interessado vai poder comprar os bilhetes a partir de 21 de Outubro.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Radiohead e Tuga Rock

Facto 1: Quase toda a gente adora os Radiohead, ainda mais se adolesceu na década de 90.
Facto 2: Os Radiohead tentam sempre estar/ser vanguarda em todos os aspectos ligados à criação musical, seja a obra em si, seja a forma como é apresentada ou distribuída.
Facto 3: Quase todas as bandas quando lançam um single fazem-no acompanhado de remisturas do tema normalmente por productores de electrónica.
Facto 4: Os concursos para os fãs também são uma coisa comum seja para capas, edições especiais ou remisturas.
Ora os Radiohead combinaram estes 2 últimos, ou seja convidaram productores conhecidos a remisturarem o seu novo single Reckoner, como seja Diplo, Flying Lotus ou o grande James Holden e, disponibilizaram também as ferramentas para que qualquer pessoa pudesse fazer o mesmo e, ambas as re-leituras estão disponíveis para audição e votação. A ver e ouvir, especialmente a do Holden e, até quem sabe também por mãos à obra em:


Também dos Radiohead podem fazer o download do magnífico vídeo da House of Cards do In Rainbows (do qual também é possível fazer o download grátis) aqui. Ou então vê-lo por aqui:




Ou ver este feito por fã para Reckoner. O Thom Yorke gosta.


E agora o Tuga Rock.

São putos e dizem por aí que a sua música é deliciosamente adolescente. Concordo em absoluto. Putos que ouvem Strokes e White Stripes e essa malta toda mas que depois cantam em bom português e com bom humor. Estão a gerar muito buzz entre a imprensa com o lançamento do seu registo Magnífico Material Inútil. São os Pontos Negros e este é um bom episódio dos morangos.



Mentor dos Pontos Negros e responsável pela FlorCaveira, editora que os descobriu, uma espécie de ponto de encontro do pessoal da cena de Queluz que toca punk e vai à missa, chama-se Tiago Guillul, também faz boas canções rock e também tem títulos engraçados como este viciante Beijas como uma Freira:

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

MUSIC BOX

Só para salientar que foi adicionado um leitor de mp3 na barra lateral. Gostava de saber a opinião dos colaboradores e deixar claro que qualquer um pode fazer a sua playlist. A actual contêm as seguintes 10 músicas em shuffle:

Charles Mingus - Solo Dancer
Charlie Parker - Koko
Coleman Hawkins - Body and Soul
Dizzy Gillespie - A Night in Tunisia
Django Reinhardt - Djangology
Duke Ellington - Take the "A" Train
Miles Davies - So What
Stan Kenton - Artistry in Rhythm
Sun Ra - Angels and Demons at Play
Thelonious Monk - Brilliant Corners

domingo, 21 de setembro de 2008

A Silver Mt. Zion

A banda canadiana, composta sobretudo por membros dos Godspeed You Black Emperor!, e criada em 1999, tem agendada a sua estreia em Portugal para dia 1 de Novembro no Passos Manuel, no Porto. A Silver Mt. Zion é uma banda de rock experimental, maioritariamente instrumental que vai com certeza encher a casa de fãs que anseiam rever os músicos depois da passagem de GYBE! pelo Teatro Sá da Bandeira. Fica aqui este vídeo do primeiro álbum.

Stumble Then Rise On Some Awkward Morning

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Meninas bonitas no cinema.........e também na música.

Cinema e Música como indústrias do entretenimento sempre estiveram ligadas entre si, apaixonaram-se, foderam loucamente, foderam para procriação, divorciaram-se e foderam-se, foderam por foder, foderam com drogas, foderam com toda a gente e ao mesmo tempo, foderam por prazer e muitas vezes acabaram por se foderem entre si. E pronto a frase mais insultuosa de sempre no blog mas pronto fodam-me a cabeça se quiserem. Isto só para não ter de fazer a introdução do costume em que se disserta de maneira curta mas obrigatória acerca daquilo que se vai falar e então lá tinha de falar de musicais e de estrelas pop/rock transformadas em movie stars, ou de como tenho apostado nos documentários musicais, o Imago este ano vai apostar nisso mas falo disso outro dia.
Então vamos ao que interessa, estas duas chicks são abertamente e altamente fodíveis.
Uma toda a gente conheçe, ver uns posts mais abaixo, e tem a plena consciência de ser um ser muito sexual, logo fodível e fodante. Deu-lhe para fazer umas cantorias, começou com os Jesus & Mary Chain em Coachella o ano passado e depois juntou-se ao David Sitek dos TV On Radio e fez um álbum de versões shoegaze de Tom Waits, só boas companhias para quem até já entrou num vídeo do Justin Timberlake. Senhoras e Senhores Scarlett Johansson - cantora:



A segunda pelo vistos já cantarolava por aí e escrevia umas músicas e entretanto fazia uns filmes mais ou menos independentes e fez de libertina pothead (logo aquela querida fofinha e meia forinha que todos querem foder e ela sabe) no Weeds. Transformada em ícone indie, e em next big thing, tratou de arranjar um namoradinho cantor (M.Ward para quem quiser saber), indie, claro e, toca a lançar a rodela. Melhorzinho que o da Scarlett, muito 50´s, country e melodias vocais e sopros, na onda de Amy CasadeVinho e afins, mas menos rodado na Rfm logo mais fresco e veraneante. Ladies and Gentlemen Zooey Deschanel:



Acabando com outra bomboca sexual, é ver o Closer e tirar qualquer dúvida, que ainda não canta mas já arranjou namorado artista e dos bons, Devendra Banhart o cantautor delirante desta década. Delirante é precisamente o videoclip, Madames et Monsieurs Natalie Portman versão Bollywood Latina:




Acabando só com a justificação do excesso de relativos da palavra foder, podia entrar numa de anglosaxão e encher isto de fuck, que passou a ser normal na cultura escrita e principalmente na falada, enquanto que no nosso portugalinho toda a gente fodasse 15 vezes ao dia mínimo, mas escrevê-la está quieto.

Novo Álbum dos Zeppelin?

Depois de se terem juntado em Dezembro para um concerto singular no O2 Arena em Londres, que deixou milhões de fora sem os poder ver nem ouvir, corre a notícia da possibilidade de estar para breve um novo álbum dos Led Zeppelin. Os próprios, quando foram na altura entrevistados, falaram de uma vontade enorme de voltar aos palcos em digressão, como faziam principalmente na década de 70, depois da inesquecível experiência desse último concerto, face a um público totalmente diferente do de há 30 anos atrás. O guitarrista Jimmy Page, o baixista John Paul Jones e o baterista Jason Bonham (filho do lendário baterista da banda, John Bonham) encontram-se em Londres a trabalhar em novo material. O frontman Robert Plant encontra-se em digressão com a cantora country Alison Krauss, pelo que ainda não se encontrou com os companheiros, que segundo Jason disse a uma emissora de rádio de Detroit, se encontram em estúdio a curtir as "jam sessions" e a criar novas músicas. O sitio por enquanto encontra-se no segredo dos deuses, parece que temos que esperar que a Sr. Krauss fique afónica para haver mais notícias. Para acabar, uma musiquinha ao vivo:

Immigrant Song - Austrália 1972

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Hard Club de Regresso




Até que enfim uma boa notícia para a cidade do Porto. O Hard Club está de regresso e vai ocupar o espaço do Mercado Ferreira Borges. Leiam a notícia e mais pormenores aqui.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Só porque sim

Isto por aqui anda meio mortiço, melhor moribumbo, não sei se é do tempo ou desinteresse, mas uma semana sem nenhum post não é normal. Será que é preciso fazer um peditório à Benfica para não deixar morrer o Terra de Idiotas ou contratar o Rui Costa para a gestão? Eu também não ando com muito para dizer, aliás até ando, mas escrever sobre inutilidades não traz sapiência a ninguém.
No espírito do post anterior fica aqui o trailer do único filme que fui ver ao indie, Introspective, um documentário espanhol acerca do pós-rock, que apesar do conhecimento que tinha sobre o estilo sempre deu para aprender mais qualquer coisa, conhecer novas bandas e rir-me um bocado com o Noel Galhagger dos Oasis (que não têm nada a ver). E acabar com o Amazing Grace do Low é sempre sinal de bom gosto. (a qualidade do vídeo não é a melhor e também não faz juz à filha da mãe da música que é).

Trailer



Continuando no espírito rockeiro miserável, fica a recomendação desta semana. E também para não dizerem que eu só ouço martelinhos e sininhos.
Luminarium do trio Tape é simplesmente belo e mais não digo.
Podem sacar aqui ou se forem mais "legais" ouvir excertos e comprar aqui na Boomkat melhor loja on-line.

Já agora e numa de martelos, quando andava à procura do trailer do Introspective encontrei esta pérola dos anos 90. Um Clássico.

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Gui Boratto em Portugal

Há por aqui pessoas que apostam na variedade dos seus posts, pois se bem que eu ao ínicio ainda tentei e prometo que vou tentar mais vezes, a minha cena é a música e encontro sempre motivos para postar, já tive uns quantos blogs sobre música mas faltava sempre audiência que aqui até existe (digo eu!).
Pois bem, de regresso a Portugal para 2 datas, amanhã véspera de feriado e de revoluções no Porto no récem aberto club Gare, ali mesmo à beira da gare de S.Bento, e dia do trabalhador no Lux em Lisboa, também pertinho da ferrovia nacional, está o grande Gui Boratto. Para quem anda nas lides dançantes a música deste brasileiro já faz parte da banda sonora pessoal à algum bom tempo, seja nos cds que andam no carro, seja em festas em bons clubs ou seja ao vivo, como por exemplo na fantástica actuação no Anti-Pop 2007. E o Chromophobia é um álbum do car****. Aos outros fica aqui o vídeo magnífico de uma música fantástica, daquelas que convençem até os mais cépticos em relação à música dançante.

gui boratto beatifull life


Digam lá que o vosso dia não ficou mais bonito!
What a beautiful life, what a beautiful world!

Myspace

Vídeos do Anti-Pop 2007
1, 2, 3, 4, 5

terça-feira, 22 de abril de 2008

Pop solarenga em dia de chuva

Pelos lados da escandinávia dos fiordes e de dias sem noite e noites sem dia há qualquer coisa que os faz fazerem canções bonitinhas e incosequentes, daquelas que transportam em si uma melancolia agradável que tanto sabem bem num fim de tarde de verão como numa tarde de chuva como a de hoje.
E hoje tem-me sabido bem ouvir esta musiquinha desta querida sueca de Estocolmo que se chama Lykke Li e tem um álbum deste ano chamado Youth Novels, que pode ser descarregado aqui. Esta é o vício da tarde e chama-se Little Bit.



Myspace da menina.

sábado, 19 de abril de 2008

Música para o fim de semana


El Guincho

Considerado o Panda Bear de Barcelona, e a comparação não é de todo descabida, editou este ano o álbum Alegranza e é uma das revelações do ano, a Pitchfork deu-lhe um 8.3. Melodias vocais em espanhol, percurssões vindas dos trópicos ou de África com um bocado de dub, é este o caldeirão de sons que a criatividade de Pablo Díaz-Reixa deixou gravada neste disco. Checkem o Myspace para mais sons e informação.


EL GUINCHO - Kalise

A segunda sugestão é tuga e devo confessar que sou um admirador convicto dos Dead Combo, das melhores coisas que a cena musical cá do burgo produziu. O novo registo chama-se Lusitânia Playboys e pelo que já ouvi a banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves continua na onda de banda sonora de western da Mouraria, Sergeo Leone meets fadista vadio, mas desta vez alargaram o leque de convidados a gente como Howe Gelb e como dizem partiram do porto de Lisboa com destino ao mundo. Nada faz melhor juz do que as palavras da própria banda no myspace:

“A festa de despedida no porto de Lisboa estava cheia. Playboys e ancas jeitosas, marinheiros e oficiais despenteados, urbanos e campónios, populares e clássicos, modernos e antigos, bêbedos e alegres, tristes e melancólicos, uns dançam, outros tocam, alguns vivem, uns são convidados, outros aparecem por lá e todos fazem parte dessa mesma eternidade. Uns ficam, outros já se foram.

Com o subir da lua chega a hora do adeus, dos beijos, das facadas, dos abraços e das desgraças, as luzes do porto apagam-se, a algazarra dissipa-se, o som do baile entregou-se às gaivotas, o cheiro a rio invade as ruas até cá cima, e ao longe, no silêncio deste Tejo, navegando sob águas calmas, o Lusitânia partiu.

Uma silhueta negra acabou de passar a barra, é um barco, que ninguém sabe para onde vai.”

Lusitânia Playboys já está disponível nas lojas em edição especial, incluindo um DVD com curtas subordinadas à temática, com concerto ao vivo e mais outras preciosidades. Eu ainda não comprei mas desta vez acho que não vou ceder à tentação da pirataria. De referir que vão andar pelas fnacs do país em digressão e por mais alguns sítios, incluindo uma data no Passos Manuel no Porto, é só checkar o myspace.

Já agora fica aqui o vídeo de Putos A Roubar Maçãs.

Putos A Roubar Maçãs