terça-feira, 24 de março de 2009
Sub-prime para meninos
The Credit Crisis - Animatic from Jonathan Jarvis on Vimeo.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Cheech and Chong e as Eleições
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
E por falar em eleições Americanas
Black Bush
O grande Dave Chappelle.
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Michael Moore's Slacking Uprising
Michael Moore tem novo filme. Com as eleições nos Estados Unidos tão próximas não seria de esperar outra coisa. Moore é um conhecido activista político e um documentarista provocador que tem centrado os seus esforços, nos últimos anos, na luta contra Bush. Os filmes mais conhecidos são: Bowling for Columbine (2002) que trata a violência nos Estados Unidos, a cultura do medo, a posse de armas e os interesses políticos por detrás disto, com a tragédia de Columbine como pano de fundo. Este valeu-lhe o Óscar. Fahrenheit 9/11 (2004) sobre o atentado às Torres Gémeas, a administração Bush e as consequentes guerras no Afeganistão e Iraque. Sicko (2007) ataca o sistema de saúde americano que parece mais empenhado no aumento dos lucros que no bem estar da população. Moore é acusado por muitos de extremista e demagogo, mostrando só o que lhe convém, mas não deixa de ser surpreendente e até divertido (um humor bem caustico) ver o homem e o seu cameraman, a interpelar toda a gente em busca de respostas. O novo filme chama-se Slacker Uprising e foi exibido no ano passado, no festival de Toronto, com o nome Captain Mike Across America. O filme documenta a viagem que Moore fez no Outono de 2004 pelos campus universitários de 62 cidades enquanto tentava mostrar aos jovens que deviam votar em John Kerry. Depois da exibição em Toronto, levou-o de novo à sala de edição, meteu mais umas partes em que detractores tentam acabar com a sua tour e acrescenta mais alguns momentos cómicos. O mais interessante, comprou os direitos de distribuição que pertenciam à The Weinstein Company e resolveu dedicá-lo aos fãs que o podem sacar de graça na internet, e sem merdas, em SlackerUprising.com. Moore espera conseguir assim, angariar dinheiro para os candidatos, através de projecções organizadas, para além de também pôr cópias à venda por 10 dólares. Moore acredita que as eleições de 2004 foram um prelúdio para o movimento Obama iniciado pelos jovens, fazendo um paralelo com o movimento trabalhista de há 70 anos.
domingo, 27 de abril de 2008
25 de Abril Sempre! Pois claro...
Peço desculpa por o tal prometido primeiro post sobre política esteja a ser tão demasiadamente tendencioso. Eu que até era para escrever acerca da oligarquia lisboeta, do seu centralismo descarado e da falta de influência do Norte nas decisões, e de como ver os Sopranos pode dar uma perspectiva interessante sobre o país. Mas pronto de vez em quando fico revoltado quando me chateiam a cabeça por ser fã do Sr. Soares que até pode estar velho, alguns dizem mesmo caquético, mesmo assim mais lúcido do que o senhor professor que vamos ter de aturar por mais 8 anos. Era bom que os jovens se voltassem a interessar por política, podia ser que o tirassem do poder. Lembrem-se que quando Cavaco Silva era primeiro-ministro é que começou a história da geração rasca que até só queria melhor educação e mostrar o traseiro sempre causou impacto (os americanos chamam-lhe mooning). Agora já não bastava por haver uns vídeos no youtube rotularem os putos de violentos e toca a chamar o Procurador Geral da República, também são burros. Esta moral e bons costumes da direita...
Mas a esquerda também leva. Hoje é só dar porrada! Se querem que os jovens saibam o que é o 25 de Abril e revoluções e pide e cravos, não impinjam sempre os mesmos velhos comunas e ex-bombistas que tirando uns poucos se calhar nem sabem bem onde estavam no 25 de Abril. Eu pessoalmente já estou farto de ver sempre as mesmas imagens de Lisboa, eu sei que o país era atrasado mas não existem imagens do Porto ou de Lamego, devem ter havido milhares de pessoas para os quais esse dia foi um dia como outro qualquer e que a notícia só chegou uma semana depois. Mais os capitães são uns chatos e estão gordos, as músicas de intervenção na sua maioria são merdosos (quantas vezes mais temos de ouvir uma gaivota voava voava), o Depois do Adeus não tem nada de revolucionário é apenas a história dum gajo que deixa a namorada e agora está fodido e Grandôla acho que nunca foi cidade. E o José Afonso é tipo o gajo maior da música portuguesa, o Venham mais Cinco é o melhor álbum de sempre e a maioria da música fantástica que fez não é da chamada intervenção. Na 2 num documentário muito bem feito da subfilmes dava justamente destaque a isso e pediam ao pessoal novo para reinterpretar ou conhecer a obra, e depois ouvi a Cristina Branco a cantar isto e fiquem rendido. Enquanto isto acontecia, na rtp1 5 horas pra aí das tais musiquinhas agora com arranjos manhosos à la operação triunfo, miséria.
Para terminar deixem de romancear tanto a história, esta quer-se imparcial não é, foi um dia bonito, a revolução tem uma estética romântica que nem o maior mestre de marketing poderia engendrar (a imagem do puto pôr um cravo na G3. Grande!) e dá um óptimo feriado por muitos e largos anos.
