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terça-feira, 24 de março de 2009

Sub-prime para meninos

Ou como a crise do crédito que conduziu à situação actual de CRISE pode ser explicada a uma criança ou a quem não faça puto ideia de economia e finanças.


The Credit Crisis - Animatic from Jonathan Jarvis on Vimeo.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Cheech and Chong e as Eleições

Os maiores pode heads dos 70's também têm direito de voto e como figuras públicas têm o dever de deixar um incentivo à comunidade.

See more CheechAndChong videos at Funny or Die


Dope, dope, dope. São eles os inventores do "dope movie". Up in Smoke e Nice Dreams são os mais conhecidos, com argumento escrito por eles. Não são comédias de top mas dá para dar umas risadas com esta dupla que na altura era do mais original que havia. Muitos filmes se seguiram (geralmente maus) com notória influência da dupla Cheech Marin e Tommy Chong. Ah, e também faziam espectaculos, acho que se pode dizer de stand-up (talvez não neste caso), aqui fica Ralph and Herbie para ver ou rever.

Parabéns Obama!


Esperam-se mudanças, mas também nem tanto...

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

E por falar em eleições Americanas



Jon Stewart E Stephen Colbert mais a comitiva do Daily Show e Colbert Report no Comedy Central ou como fazer jornalismo sério a brincar.

Black Bush

Afinal o Obama não vai ser o primeiro negro a ser Commander & Chief dos US of A. Parece que o Oliver Stone se esqueceu desta parte da biografia do W Bush.



O grande Dave Chappelle.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Michael Moore's Slacking Uprising

Michael Moore tem novo filme. Com as eleições nos Estados Unidos tão próximas não seria de esperar outra coisa. Moore é um conhecido activista político e um documentarista provocador que tem centrado os seus esforços, nos últimos anos, na luta contra Bush. Os filmes mais conhecidos são: Bowling for Columbine (2002) que trata a violência nos Estados Unidos, a cultura do medo, a posse de armas e os interesses políticos por detrás disto, com a tragédia de Columbine como pano de fundo. Este valeu-lhe o Óscar. Fahrenheit 9/11 (2004) sobre o atentado às Torres Gémeas, a administração Bush e as consequentes guerras no Afeganistão e Iraque. Sicko (2007) ataca o sistema de saúde americano que parece mais empenhado no aumento dos lucros que no bem estar da população. Moore é acusado por muitos de extremista e demagogo, mostrando só o que lhe convém, mas não deixa de ser surpreendente e até divertido (um humor bem caustico) ver o homem e o seu cameraman, a interpelar toda a gente em busca de respostas. O novo filme chama-se Slacker Uprising e foi exibido no ano passado, no festival de Toronto, com o nome Captain Mike Across America. O filme documenta a viagem que Moore fez no Outono de 2004 pelos campus universitários de 62 cidades enquanto tentava mostrar aos jovens que deviam votar em John Kerry. Depois da exibição em Toronto, levou-o de novo à sala de edição, meteu mais umas partes em que detractores tentam acabar com a sua tour e acrescenta mais alguns momentos cómicos. O mais interessante, comprou os direitos de distribuição que pertenciam à The Weinstein Company e resolveu dedicá-lo aos fãs que o podem sacar de graça na internet, e sem merdas, em SlackerUprising.com. Moore espera conseguir assim, angariar dinheiro para os candidatos, através de projecções organizadas, para além de também pôr cópias à venda por 10 dólares. Moore acredita que as eleições de 2004 foram um prelúdio para o movimento Obama iniciado pelos jovens, fazendo um paralelo com o movimento trabalhista de há 70 anos.

domingo, 27 de abril de 2008

25 de Abril Sempre! Pois claro...

O Miguel Sousa Tavares escreveu no cada vez mais pasquim que é o Expresso, que a única inevitabilidade na política portuguesa era que nunca mais nos íamos conseguir livrar-nos do Santana Lopes. Apesar de concordar, acrescento e com as comemorações naftalínicas do 25 de Abril. E depois queixam-se da suposta ignorância dos jovens e vem o nosso presidente da república, um tal de Sr. Silva (atenção que apesar de irónico, tratar as pessoas por Sr. para mim é mais respeituoso do que a nossa mania de Excelentíssimo Senhor Professor), que nunca primou pelo facto de ser culto, antes pelo contrário, dizer que se encontra impressionado com a ignorância dos jovens sobre política. Ora bem este mesmo senhor visita a Madeira e cala-se quando como é normal e protocolar ser recebido pela assembleia regional, não o é porque o presidente eleito por essa mesma assembleia acha que os seus deputados são uns bananas. Ou como na mesma ilha quando lhe pedem para falar sobre o ambiente aos nossos jovens, um tema que até lhes interessa, ele diz que está um dia muito bonito e cheio de sol. Será do aquecimento global? E já agora que tal colocar um cravo na lapela, não custa nada.
Peço desculpa por o tal prometido primeiro post sobre política esteja a ser tão demasiadamente tendencioso. Eu que até era para escrever acerca da oligarquia lisboeta, do seu centralismo descarado e da falta de influência do Norte nas decisões, e de como ver os Sopranos pode dar uma perspectiva interessante sobre o país. Mas pronto de vez em quando fico revoltado quando me chateiam a cabeça por ser fã do Sr. Soares que até pode estar velho, alguns dizem mesmo caquético, mesmo assim mais lúcido do que o senhor professor que vamos ter de aturar por mais 8 anos. Era bom que os jovens se voltassem a interessar por política, podia ser que o tirassem do poder. Lembrem-se que quando Cavaco Silva era primeiro-ministro é que começou a história da geração rasca que até só queria melhor educação e mostrar o traseiro sempre causou impacto (os americanos chamam-lhe mooning). Agora já não bastava por haver uns vídeos no youtube rotularem os putos de violentos e toca a chamar o Procurador Geral da República, também são burros. Esta moral e bons costumes da direita...
Mas a esquerda também leva. Hoje é só dar porrada! Se querem que os jovens saibam o que é o 25 de Abril e revoluções e pide e cravos, não impinjam sempre os mesmos velhos comunas e ex-bombistas que tirando uns poucos se calhar nem sabem bem onde estavam no 25 de Abril. Eu pessoalmente já estou farto de ver sempre as mesmas imagens de Lisboa, eu sei que o país era atrasado mas não existem imagens do Porto ou de Lamego, devem ter havido milhares de pessoas para os quais esse dia foi um dia como outro qualquer e que a notícia só chegou uma semana depois. Mais os capitães são uns chatos e estão gordos, as músicas de intervenção na sua maioria são merdosos (quantas vezes mais temos de ouvir uma gaivota voava voava), o Depois do Adeus não tem nada de revolucionário é apenas a história dum gajo que deixa a namorada e agora está fodido e Grandôla acho que nunca foi cidade. E o José Afonso é tipo o gajo maior da música portuguesa, o Venham mais Cinco é o melhor álbum de sempre e a maioria da música fantástica que fez não é da chamada intervenção. Na 2 num documentário muito bem feito da subfilmes dava justamente destaque a isso e pediam ao pessoal novo para reinterpretar ou conhecer a obra, e depois ouvi a Cristina Branco a cantar isto e fiquem rendido. Enquanto isto acontecia, na rtp1 5 horas pra aí das tais musiquinhas agora com arranjos manhosos à la operação triunfo, miséria.
Para terminar deixem de romancear tanto a história, esta quer-se imparcial não é, foi um dia bonito, a revolução tem uma estética romântica que nem o maior mestre de marketing poderia engendrar (a imagem do puto pôr um cravo na G3. Grande!) e dá um óptimo feriado por muitos e largos anos.