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sábado, 15 de novembro de 2008

As Leis da Física nos Cartoons

Encontrei isto no Funny Pages, já é um artigo de 29 de Novembro de 1994, ainda o Herman tinha piada e o Manoel de Oliveira só tinha 85 anos.


Cartoon Law I

Any body suspended in space will remain in space until made aware of its situation.

Daffy Duck steps off a cliff, expecting further pastureland. He loiters in midair, soliloquizing flippantly, until he chances to look down. At this point, the familiar principle of 32 feet per second per second takes over.

Cartoon Law II

Any body in motion will tend to remain in motion until solid matter intervenes suddenly.

Whether shot from a cannon or in hot pursuit on foot, cartoon characters are so absolute in their momentum that only a telephone pole or an outsize boulder retards their forward motion absolutely. Sir Isaac Newton called this sudden termination of motion the stooge's surcease.

Cartoon Law III

Any body passing through solid matter will leave a perforation conforming to its perimeter.

Also called the silhouette of passage, this phenomenon is the speciality of victims of directed-pressure explosions and of reckless cowards who are so eager to escape that they exit directly through the wall of a house, leaving a cookie-cutout-perfect hole. The threat of skunks or matrimony often catalyzes this reaction.

Cartoon Law IV

The time required for an object to fall twenty stories is greater than or equal to the time it takes for whoever knocked it off the ledge to spiral down twenty flights to attempt to capture it unbroken.

Such an object is inevitably priceless, the attempt to capture it inevitably unsuccessful.

Cartoon Law V

All principles of gravity are negated by fear.

Psychic forces are sufficient in most bodies for a shock t

o propel them directly away from the earth's surface. A spooky noise or an adversary's signature sound will induce motion upward, usually to the cradle of a chandelier, a treetop, or the crest of a flagpole. The feet of a character who is running or the wheels of a speeding auto need never touch the ground, especially when in flight.

Cartoon Law VI

As speed increases, objects can be in several places at once.

This is particularly true of tooth-and-claw fights, in which a character's head may be glimpsed emerging from the cloud of altercation at several places simultaneously. This effect is common as well among bodies that are spinning or being throttled.

A wacky character has the option of self-replication only at manic high speeds and may ricochet off walls to achieve the velocity required.

Cartoon Law VII

Certain bodies can pass through solid walls painted to resemble tunnel entrances; others cannot.

This trompe l'oeil inconsistency has baffled generations, but at least it is known that whoever paints an entrance on a wall's surface to trick an opponent will be unable to pursue him into this theoretical space.

The painter is flattened against the wall when he attem

pts to follow into the painting. This is ultimately a problem of art, not of science.

Cartoon Law VIII

Any violent rearrangement of feline matter is impermanent.

Cartoon cats possess even more deaths than the traditional nine lives might comfortably afford. They can be decimated, spliced, splayed, accordion-pleated, spindled, or disassembled, but they cannot be destroyed. After a few moments of blinking

self pity, they reinflate, elongate, snap back, or solidify.

Corollary:

A cat will assume the shape of its container.

Cartoon Law IX

Everything falls faster than an anvil.

Cartoon Law X

For every vengeance there is an equal and opposite revengeance.

This is the one law of animated cartoon motion that also applies to the physical world at large. For that reason, we need the relief of watching it happen to a duck instead.

Cartoon Law Amendment A

A sharp object will always propel a character upward.

When poked (usually in the buttocks) with a sharp object (usually a pin), a character will defy gravity by shooting straight up, with great velocity.

Cartoon Law Amendment B

The laws of object permanence are nullified for "cool" characters.

Characters who are intended to be "cool" can make previously nonexistent objects appear from behind their backs at will. For instance, the Road Runner can materialize signs to express himself without speaking.

Cartoon Law Amendment C

Explosive weapons cannot cause fatal injuries.

They merely turn characters temporarily black and smokey.

Cartoon Law Amendment D

Gravity is transmitted by slow-moving waves of large wavelengths.

Their operation can be wittnessed by observing the behavior of a canine suspended over a large vertical drop. Its feet will begin to fall first, causing its legs to stretch. As the wave reaches its torso, that part will begin to fall, causing the neck to strech. As the head begins to fall, tension is released and the canine will resume its regular proportions until such time as it strikes the ground.

Cartoon Law Amendment E

Dynamite is spontaneously generated in "C-spaces" (spaces in which cartoon laws hold).

The process is analogous to steady-state theories of the universe which postulated that the tensions involved in maintaining a space would cause the creation of hydrogen from nothing. Dynamite quanta are quite large (stick sized) and unstable (lit). Such quanta are attracted to psychic forces generated by feelings of distress in "cool" characters (see Amendment B, which may be a special case of this law), who are able to use said quanta to their advantage. One may imagine C-spaces where all matter and energy result from primal masses of dynamite exploding. A big bang indeed.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Batman: Cacophony

O homem-morcego está na moda e regressa hoje em papel, numa mini-série limitada de três números: Novembro e Dezembro de 2008 e Janeiro de 2009. Por trás do projecto está Kevin Smith, um amante assumido de banda desenhada e autor de filmes como Clercks, Dogma, Chasing Amy e, ainda por estrear em Portugal, Zack and Miri Make a Porno. Muitas das personagens do universo de Smith têm a sua parte de comic, bem como os argumentos da maioria dos filmes. Ele próprio interpreta Silent Bob, um dealer apreciador de metal que raramente abre a boca e entra, juntamente com o inseparável Jay, em 6 dos seus filmes. Pouco se sabe sobre Batman: Cacophony, para além das imagens que foram postas no MySpace de Smith. Apenas que ele assina a história, Walt Flanagan o desenho artístico e que Batman enfrenta Joker, Onomatopoeia, Victor Szazs e Deadshot. Esfolem-se os fãs harcore da série.

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Dragonball - The Movie

Dragon Ball, o famoso manga japonês de Akira Toryiama vai chegar para o ano às salas de cinema. Foi publicado inicialmente em 42 volumes e rapidamente adaptado para a televisão. Na versão anime deu origem a duas séries: Dragon Ball e Dragon Ball Z. Seguiu-se uma terceira, Dragon Ball GT, cuja história já não é baseada no manga. Tendo como base elementos da mitologia japonesa, Akira criou um mundo fantástico de seres imaginários repleto de acção e aventuras. A série foi um sucesso em todo mundo, sendo líder de audiências no Japão durante 11 anos. No que diz respeito ao filme, vai ser produzido pela 20th Century Fox que tinha marcado a estreia para 15 de Agosto de 2008, mas como não tiveram tempo para a pós-produção remarcaram para 8 de Abril de 2009 nos Estados Unidos. No Japão vai estrear em Março e será o primeiro duma trilogia, embora isso dependa obviamente dos lucros gerados pelo primeiro filme que já vem um bocado atrasado em relação à série, até porque os direitos já foram comprados em 2002. A história é uma adaptação da primeira parte da saga e gira à volta de um jovem Son Goku (na altura no secundário) à procura das bolas de cristal (dragon balls) espalhadas pelo planeta. Depois da morte do seu avô Gohan que lhe deixou uma das bolas de recordação, Goku parte à procura do grande mestre Roshi e das outras 6 bolas, com a ajuda de Bluma, uma rapariga empertigada com queda para a tecnologia, que acabou de inventar um radar que permite detectar as míticas bolas. Durante a aventura vão-se cruzar com várias personagens, umas boas e outras más, que acabam por se unir contra o mal que dá pelo nome de Lord Piccolo (o nosso Coraçãozinho de Satã), um poderoso extra-terrestre com planos para dominar o mundo. O realizador é James Wong, o mesmo de Final Destination 1 e 3, e de The One (pancada em universos paralelos com Jet Li), o que não augura grande coisa... Justin Chatwin é Son Goku, escolhido após casting ainda está a iniciar a carreira. Como se pode ver na imagem, apenas Yun-Fat Chow é um velho conhecido, a ver vamos. Já foi lançado um teaser (em baixo), mas também avisaram que muita coisa foi refeita e por isso algumas imagens cortadas. O trailer oficial é exibido dia 12 de Dezembro. Se quiserem estar a par das novidades vão a dbthemovie, podem, por exemplo, ver uma foto do Son Goku a comer a sua adorada coxa de frango (não, dum bicho maior) em cima duma mota...

Teaser

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Parabéns Obama!


Esperam-se mudanças, mas também nem tanto...

domingo, 2 de novembro de 2008

Tintin

Les Aventures de Tintin, era assim que se chamava a famosa banda desenhada, depois adaptada ao pequeno ecrã, da autoria do desenhista belga Hergé. Tintin nasceu em 1929 e viveu as mais variadas aventuras ao lado do seu fox terrier Milu, até meados da década de 70. Tintin era um jovem repórter que se envolvia constantemente em casos de investigação criminosa e conspiração política. Apesar de se encontrar na fase da adolescência (ou juventude) era muito perspicaz, e apresentava elevados padrões morais aliados a uma imagem de inocência. A longevidade da obra e os temas abordados levaram a que personagem transpirasse a visão que o seu autor tinha do mundo, já tendo sido por várias vezes acusada de racista. Tintin no Congo (altamente influenciado pelo colonialismo) e Tintin no País dos Sovietes (marcadamente anti-soviético) são os dois casos mais flagrantes. Mas porquê falar no Tintin? Ao que parece o Spielberg é grande fã da série e já tinha dito há bastante tempo que queria fazer uma longa metragem. Estaria tudo tratado com a Paramount se não viesse o Peter Jackson dizer que também estava interessado no projecto. Não há qualquer problema, ao que tudo indica a Paramount e a Sony já chegaram a acordo e vão produzir dois filmes ou possivelmente três. Assim, Spielberg realiza um, Jackson outro e fica a faltar um terceiro para completar a trilogia. A Paramount distribui nos States e nos outros países de língua inglesa e a Sony fica com o resto. Caso se tratasse dum díptico, era suposto ser lançado em conjunto, em 2010, mas como o Spielberg e o Jackson já escolheram 3 histórias entre as 23, vai haver mesmo trilogia. Quanto há imagem, fala-se duma extravagância 3-D ainda não vista, cá ficamos à espera.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

POSH e Becks em BD

Quem não conhece o Stan Lee no mundo da BD? Criou o Captain Planet, o Spiderman, o Ironman, os X-Men e o Hulk, para referir os mais conhecidos. Grandes sucessos da banda desenhada de acção, dos super-heróis da Marvel, basta ver que já foram todos adaptados ao cinema e a maioria trouxe sequelas e grandes êxitos de bilheteira. O sr. Lee já tem 75 anos e anda, nos últimos tempos, a trabalhar nuns desenhos animados sobre o famoso filme porno da Paris Hilton, e noutro projecto para o Hugh Hefner, o proprietário da Playboy. Não sei se começou a ler revistas cor-de-rosa, o certo é que revelou ao The Sun que está interessado em transformar Victoria e David Beckham em super-heróis de banda desenhada. Segundo ele há muitas maneiras de o fazer: "Podia-se criar uma equipa onde o combate à criminalidade usa o futebol como uma fachada, ou fazer deles espiões, ou fazer uma comédia em que um deles quer ser um aventureiro". Para ele o casal é perfeito para este tipo de criação, apesar de dizer que ainda não os conhece pessoalmente: "Ele é muito atraente e bem apessoado e ela para além de atraente tem um olhar muito interessante". Uma coisa é certa, vai vender, esgotar e vender ainda mais.Imagem do The Sun

terça-feira, 26 de agosto de 2008

O Batman de Burton - Parte II

Três anos depois, Batman regressa, de novo com Michael Keaton no papel do homem-morcego. Apesar de já não termos Jack Nicholson, esta sequela apresenta um elencuo mais “composto”: Danny DeVito no papel do grotesco Penguin, Michelle Pfeiffer como a lângida Catwoman e Christopher Walken que encarna o megalómano Max Shreck, um homem de negócios corrupto que apoia Penguin na sua candidatura a Mayor, enquanto tentam destruir a imagem "veneratória" que a população de Gotham City tem de Batman. A misteriosa Catwoman, que apresenta um distúrbio de personalidade idêntico ao do herói, alterna ambiguamente entre o papel de vilã e o de companheira de Batman enquanto este tenta limpar o seu nome e ver-se livre dos mal-feitores. A visão que Burton nos dá de Gotham era a que se esperava após o primeiro filme. Em relação ao de estreia, apercebemo-nos que Michael Keaton tornou a sua personagem mais trabalhada, mais complexa, mais redonda, muito fruto da ausência do Joker, que o deixa aqui como o único protagonista. A personagem feminina também é mais influente que no primeiro, dando uma carga mais psicológica à relação com o herói, e Christopher Walken, que tem como maior problema escolher os seus papéis, se tem pela frente um bom, torna-o geralmente melhor. Qual é melhor? Apesar de não serem irmãos gémeos, Burton mostra-os como sósias. A prova é que vivem lado a lado no nosso imaginário cinematográfico, onde não constam as duas sequelas seguintes, que roçam, a espaços, o execrável. O argumento também não é brilhante e os resquícios da década passada já não se fazem notar. Apesar de muito aguardado, após o sucesso do primeiro, só os fãs rejubilaram na estreia, talvez por causa da epidemia quase generalizada da anti-sequela. Possivelmente não se completam, mas estão bem um para o outro… 7,5/10.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

O Batman de Burton - Parte I

Depois da estreia de Dark Knight e de todo o burburinho criado à sua volta, e antes de alguém falar por aqui do, excelente, novo filme de Christopher Nolan, vale a pena relembrar os, já antigos, filmes de Tim Burton sobre o herói da BD, no dia em que completa os redondos 50 anos. Um ano depois de se ter dado a conhecer como uma promessa da sétima arte, com o devaneio estilistico de Beetle Juice, adaptou ao cinema um dos heróis mais afamados da história da banda desenhada, Batman. A personagem já tinha sido adaptada nos anos quarenta ao pequeno ecrã, através de duas séries, mas apresentava-se muito marcada pela segunda guerra mundial e pelo americanizado sentimento anti-nipónico. Nos anos sessenta surgiu mais uma série e posteriormente um filme, mas desta feita a apostarem num spoof comercial para fazer rir as massas, que para além de mal conseguido, irritou por demais os aguerridos fãs da nona arte.
Michael Keaton, que já tinha sido Beetlejuice, veste a pele do super-héroi e o “Sr. Cinema” Jack Nicholson faz o vilão do sorriso plástico, Joker. Tim Burton cria uma Gotham City escura, soturna, selvagem, perigosa e sem escrúpulos, protegida por uma policia corrupta que acaba por perder as réstias de sanidade quando Jack Napier, um individuo desfigurado após um tiroteio numa fábrica de produtos químicos, regressa disfarçado de palhaço, como o príncipe do crime, Joker. O playboy bilionário Bruce Wayne, que assistiu ao assassínio dos seus pais em criança, é agora a única esperança da caótica Gotham, personificada no vigilante homem-morcego. O filme conta ainda com Kim Basinger no papel de Vicki Vale, uma jornalista que segue os passos de Batman enquanto se apaixona por ele, ao mesmo tempo que sente despertar em si, o mesmo sentimento por um tal de Bruce Wayne. O filme foi um grande sucesso comercial e os fãs dos comics reconheceram o esforço do realizador em fazer a melhor adaptação possível ao cinema. Apesar da imensidão de seguidores e da projecção mediática que obteve, não é o melhor exemplo do thriller de acção que nos deixa preso à cadeira do principio ao fim. O rigoroso trabalho de Burton ao recriar o ambiente presente na banda desenhada, retira-lhe alguma fluência cinematográfica, mas confere-lhe um estilo único e genuíno. As personagens respiram aos quadradinhos e como o próprio Jack referiu: “The thing I like about The Joker is that his sense of humor is completely tasteless”. Nota: 7,5/10. O argumento podia ser melhor, e o guarda-roupa cheirar menos aos 80’s, ainda assim Tim Burton cria um marco (menor) na história da 7ª arte.