terça-feira, 22 de abril de 2008

"Even sex without procreation is good, because it helps you ease tension"

E quem diz isto é o herói de um RPG que descobri recentemente e que (como bem se vê!) merece um comentário.

Este post a bem dizer já vem com dois anos de atraso: em 2006 saiu The Witcher um RPG que apesar de não fazer (até ver!) sombra a títulos como Shadown of Amn ou Neverwinter Nights dá uma nova tónica ao conceito de RPG, com uma jogabilidade impressionante, gráficos de fazer fritar muita placa gráfica e uma história que apesar de não ser nenhuma obra prima não fica a dever nada a outros RPG que saíram nos últimos anos.


No jogo encarnamos a personagem de Gerald, um tipo que ganha a vida a matar monstros e passa grande parte do jogo a tentar enrolar-se com as diversas personagens femininas com que se vai cruzando. Pelo caminho há ainda tempo para uma boa dose de violência gratuita salpicada aqui e ali com pérolas como palavrões, abuso de álcool e drogas, sexo, prostituição e fanatismo religioso.

Fica aqui um filme do gameplay do jogo, para fazer salivar os mais viciados



A minha pontuação (de 0 a 20)
História: 10, o facto da personagem convenientemente ter ficado sem memória é imperdoável. Para além disso o argumento é uma nova versão das mesmas coisas que andam a ser escritas desde que tolkien publicou O Senhor dos Aneis, já era tempo de deixar-mos elfos e anões em paz e criar novas raças para os RPG's de medieval fantástico.
Personagens: 13, não que os autores do jogo estejam sempre a meter água, mas muitas vezes levam as coisas para níveis excessivos de parvoíce, pior pior é a profissão de uma das personagens: Detective Privado.
Gráficos e jogabilidade: 20
Aquecimento da minha placa gráfica: 21
Apreciação global: 19, é sem duvida o melhor jogo que já experimentei em diversos domínios, apenas peca no facto da história por detrás do RPG não ser nada de mais e faltar às personagens carisma e originalidade me impede de dar nota 20 a este jogo.

Pop solarenga em dia de chuva

Pelos lados da escandinávia dos fiordes e de dias sem noite e noites sem dia há qualquer coisa que os faz fazerem canções bonitinhas e incosequentes, daquelas que transportam em si uma melancolia agradável que tanto sabem bem num fim de tarde de verão como numa tarde de chuva como a de hoje.
E hoje tem-me sabido bem ouvir esta musiquinha desta querida sueca de Estocolmo que se chama Lykke Li e tem um álbum deste ano chamado Youth Novels, que pode ser descarregado aqui. Esta é o vício da tarde e chama-se Little Bit.



Myspace da menina.

domingo, 20 de abril de 2008

Cinco Trailers e Uma Curta

Para começar, um filme que já se fala há muitos anos e que estreia no dia 22 do próximo mês.

Indiana Jones and the Kingdom of the Crystal Skull


Continuando no cinema de acção e aventura, estreia dia 18 de Julho nos States a continuação de Batman Begins, o segundo filme dirigido por Christopher Nolan, com o falecido Heath Ledger no papel de Joker.

The Dark Knight


Lá mais para Agosto, Ben Stiller está de volta também como realizador (o último foi o Zoolander de 2001), com uma comédia em cenário de guerra, ao lado de Jack Black e Robert Downey Jr. nos principais papéis e um cast cheio de actores conhecidos.

Tropic Thunder


Feita a passagem para a comédia têm aqui o trailer dum filme que também se fala há já algum tempo.

Get Smart


Numa onda menos mainstream e com estreia marcada só lá para Outubro, está o novo filme de Fernando Meirelles (Cidade de Deus; O Fiel Jardineiro), uma adaptação do "Ensaio Sobre a Cegueira" de José Saramago. Pensei que ainda nem houvesse trailer, mas aqui está.

Blindness


Para terminar, uma curta que o Capitão Timor me mostrou. Selton Mello conta a Seu Jorge como decifrou o código que Tarantino inventou e que interliga todos os seu filmes (ou quase).

Tarantino's Mind


sábado, 19 de abril de 2008

Música para o fim de semana


El Guincho

Considerado o Panda Bear de Barcelona, e a comparação não é de todo descabida, editou este ano o álbum Alegranza e é uma das revelações do ano, a Pitchfork deu-lhe um 8.3. Melodias vocais em espanhol, percurssões vindas dos trópicos ou de África com um bocado de dub, é este o caldeirão de sons que a criatividade de Pablo Díaz-Reixa deixou gravada neste disco. Checkem o Myspace para mais sons e informação.


EL GUINCHO - Kalise

A segunda sugestão é tuga e devo confessar que sou um admirador convicto dos Dead Combo, das melhores coisas que a cena musical cá do burgo produziu. O novo registo chama-se Lusitânia Playboys e pelo que já ouvi a banda de Tó Trips e Pedro Gonçalves continua na onda de banda sonora de western da Mouraria, Sergeo Leone meets fadista vadio, mas desta vez alargaram o leque de convidados a gente como Howe Gelb e como dizem partiram do porto de Lisboa com destino ao mundo. Nada faz melhor juz do que as palavras da própria banda no myspace:

“A festa de despedida no porto de Lisboa estava cheia. Playboys e ancas jeitosas, marinheiros e oficiais despenteados, urbanos e campónios, populares e clássicos, modernos e antigos, bêbedos e alegres, tristes e melancólicos, uns dançam, outros tocam, alguns vivem, uns são convidados, outros aparecem por lá e todos fazem parte dessa mesma eternidade. Uns ficam, outros já se foram.

Com o subir da lua chega a hora do adeus, dos beijos, das facadas, dos abraços e das desgraças, as luzes do porto apagam-se, a algazarra dissipa-se, o som do baile entregou-se às gaivotas, o cheiro a rio invade as ruas até cá cima, e ao longe, no silêncio deste Tejo, navegando sob águas calmas, o Lusitânia partiu.

Uma silhueta negra acabou de passar a barra, é um barco, que ninguém sabe para onde vai.”

Lusitânia Playboys já está disponível nas lojas em edição especial, incluindo um DVD com curtas subordinadas à temática, com concerto ao vivo e mais outras preciosidades. Eu ainda não comprei mas desta vez acho que não vou ceder à tentação da pirataria. De referir que vão andar pelas fnacs do país em digressão e por mais alguns sítios, incluindo uma data no Passos Manuel no Porto, é só checkar o myspace.

Já agora fica aqui o vídeo de Putos A Roubar Maçãs.

Putos A Roubar Maçãs


quinta-feira, 17 de abril de 2008

Retalhos Relvados Regados em Redor

"Pretensiosismos à parte, reconheço que tenho falhas. Reconheço também, não as reconhecer como minhas, mas espalhadas pelos outros como retalhos relvados, regados em redor. Quando subi o Gangapurna, vi o cansaço na cara do Jaime, o frio na barba do Beto e o medo nos olhos do Sérgio. Mas ao fim destes anos não as consigo sentir. Não me consigo lembrar a que sabiam. O invólucro está vazio porque resolvi emprestar a tampa. Tampas há muitas, seu palerma! Diz um gajo que fala com candeeiros na rua… Barbas de molho, coentros na mesa do rei, um pássaro na mão ou duas no soutien? Daqui a nada começa a tratar-me por Evaristo. Tenho disso, tenho! Podes levar! Talvez o problema seja dar sem receber. Aí está uma falha que não vejo nos outros. Toma lá, dá cá. Não sei em que altura se passa ao campo do interesse. Sim é bonito… mas preferia outra coisa. Ok… não havia mais nada? É Linda… mas o Martim gosta mais de pólos… Jóia!... Cumé? Bam’ bora? O people curtiu… apesar de ser uma semente do corporativismo. Cromo… Se é difícil vermos todos da mesma maneira, porque é que tentamos parecer tão iguais? Conheci um puto que consumia duas doses de anarquia por semana para conseguir sair do quarto e ir até ao parque. Como dizia o Abel, os extremos tocam-se, mas duma maneira “não-sexual”. Acabou mal esse puto. Eremita num dia, sociopata no outro. Numa manhã em que ia manifestar-se contra o excesso de zelo das unidades anti-choque foi apanhado pelo Baba Ram Dass à saída do McDonalds. Passou dez anos numa casa de chocolate, conheceu o Ptolomeu, o Gandhi, o Duke Ellington, o Fernão Mendes Pinto, o Frank Zappa, o Frank Capra, o Franz Kafka, o Darth Vader e o Feiticeiro de Oz, adorava conhecer a Carole Lombard, mas o Clark não lhe dava espaço. Quando pensava ter-se libertado da sua mente libertária, só sentiu sossego na cabana em Montes Altos, apanhou bastantes frutos, comeu bastantes ervas, matou um casal e uma miúda de sete anos, com um pau que havia aguçado há uns dias, e virou Solange na prisão, até que a morte os separe. Lá interessante foi. Recebeu o que não queria depois de dar o que não devia. Pretensiosismos à parte, há alturas em que mais vale deixar o frasco ao ar e continuar a regar."

terça-feira, 15 de abril de 2008

Michael Cera

Michael Cera é um actor, preferencialmente de comédia, natural de Ontario no Canadá, que nos últimos tempos se tem revelado como uma das figuras emergentes, do género, nos Estados Unidos. Apesar de ter feito o seu primeiro papel para a televisão em 1998, Cera tornou-se conhecido com a sitcom “Arrested Development” que estreou em 2003 quando ele tinha 15 anos. A série conta a história de uma família disfuncional que se tem de adaptar a outro estilo de vida, quando o chefe da família vai preso e as contas, de cada excêntrico membro da família, são congeladas. A primeira temporada da série, filmada numa toada de falso documentário, foi um fenómeno de estreia, acompanhado sempre de muito boas críticas. No Wikipédia aparece como a sitcom com a votação mais alta da história, segundo os internautas do imdb. Uma série de culto imediato que já passou na TVI e que vale a pena dar uma olhada. Depois de três temporadas, e algumas participações em outras séries, Cera junta-se à “família” Apatow e estreia em 2007 “Superbad”, a comédia teen mais original desde, o já esgotado, "American Pie". Juntamente com Jonah Hill e Christopher-Mintz Plasse tentam perder a virgindade antes de irem para a faculdade, arranjando o álcool para a festa de despedida do secundário, sem se deixarem apanhar por dois polícias pouco convencionais. Pode parecer mais do mesmo, mas a verdade é que não assistimos ao nonsense exagerado das outras comédias do género, nem estamos perante as habituais personagens estereotipadas de 17 anos que se emborracham e fazem merda. Uma comédia do melhor que saiu nos últimos anos, com personagens mais reais, bons diálogos e um grande Jonah Hill. No mesmo ano, estreou "Juno", uma comédia dramática que deu a Diablo Cody o Óscar de melhor argumento original na última cerimónia. Juno (Ellen Page) é uma rapariga de 16 anos, dona do seu próprio nariz, que fica grávida depois ter passado uma noite com o seu melhor amigo Paulie Bleeker (Michael Cera). Primeiro pensa em abortar, mas acaba por mudar de ideias e resolve procurar uma boa família para o filho. A narrativa estende-se ao longo de um ano, acompanhando a gravidez, a relação com os pais, com o amigo, com os colegas de escola e com os pais adoptivos da criança. É um dos melhores filmes do ano e mais um fruto do cinema independente. Com uma realização sólida de Jason Reitman, um cast muito bom e uma banda sonora excelente, a grande ovação vai mesmo para Ellen Page, irrepreensível. Durante um par de anos, Michael Cera não pôs de parte o seu projecto pessoal, e lançou, juntamente com Clark Duke, a Web Serie “Clark and Michael”. A série é sobre dois aspirantes a produtores, que julgam ter uma grande ideia para uma sitcom, mas que fazem pouco para a realizar. Trata-se, portanto, de um mockumentary, que tem conquistado as mais diversas faixas etárias, apesar do blog estar atolado de mensagens das fãs. Tendo em conta que é uma estreia a escrever e a realizar, 9.2 no imdb é obra, apesar de não chegar aos 1000 votos. Michael Cera já tem mais uns 5 projectos agendados, entre os quais, a longa-metragem de "Arrested Development", onde ele volta à personagem de George-Michael. O próximo a sair, deve ser o "Extreme Movie", uma comédia em sketchs sobre sexo juvenil. Este puto parece que vai longe.

Trailer do Superbad
Trailer do Juno

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Weeds + Californication

Já venho um bocado tarde, mas hoje estreiam duas séries novas na RTP 2. A terceira temporada de "Weeds " e a primeira de "Californication". Uma grande noticia, para quem não lhe apetece muito ver o prós e contras e fica só com com novelas à escolha. A primeira com Mary-LouiseParker e Elizabeth Perkins, conta a história de uma recém-viúva que se torna a dealer do bairro para poder sustentar a família, dando a impressão que secretamente toda a gente está interessada nisso. A segunda trás David Duchony de volta (o Mulder dos X-Files), no papel de um escritor com bloqueio, separado da mulher... e da filha, e com um apetite insaciável por mulheres. Duas excelentes séries de comédia dramática para acompanhar às segundas à noite.



sábado, 12 de abril de 2008

O meu nome é Tayfun! E sou o Superhomem turco!


Para quem ainda não sabe a turquia é um pais que protege e promove a sétima arte como deve ser, e é por isso que nos últimos anos temos assistido a lançamentos de grandes filmes como: O Spiderman Turco o Exorcista Turco e (claro!) o clássico Super Homem Turco. Onde um Clark Gable chamado Tayfun é faz de SuperHomem do país Árabe mais Europeu do mundo! Eu gosto especialmente das partes em que o SuperTurco voa. Bem mas juizos de valor à parte, não será que o orçamento do nosso ministério da cultura seria mais bem empregue a subsidiar filmes como: Os Aliens do Cerco ou o Hulk de Arruda dos Vinhos ou o Batman de Vinhais?

Aqui fica um link para o best of, vale a pena ver! para os mais ávidos de estupidez em turco vejam este link no youtube podem assistir ao filme completo, legendado em inglês.

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Inertes Reservados até ao Fim do Ano

“Reservados desconsolados, impávidos calados, revoltados desregulados, assentos públicos voláteis de lábios colados: - É tempo de fazer as malas! Migrar para bem longe, fugir do imediato, chacinar o ontem disfarçado de hoje, queimar o preto e o branco que sobram e fazer das cinzas pó de terra! Para o ano há mais… diferente. Melhor? Pior? Diferente! A luz apagou-se e tudo ficou claro: o sentido da vida é fazer parte dela. Ser a margem, o limite, a observação empírica ou o voyeur inveterado, ser submerso, árido e ultrapassado? A droga mais pura da vida pesa tanto que afunda e não me refiro à vulva nem à bunda. Das palavras aos actos perde-se o movimento, que ou sofre de estática, ou é subordinado do famoso decápode de retrocesso obrigatório. Tergiversar, segundo “Dobel”, só nos ajuda a escavar ainda mais o túnel que nos propusemos a tapar. Amanhã, para o ano, na próxima semana ou lá para o próximo mês, vai ter fim essa raridade aeriforme sem contrato assinado, mas de couro reservado, denominada de amparo. Burp.”

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Eric Arthur Blair

Para iniciar a minha participação neste espaço começo com este senhor, conhecido sob o pseudonimo George Orwell. Nascido na India a 1903, filho de um alto funcionário da marinha inglesa, estacionado na Índia, leu as primeiras letras na aristocrática Academia de Eton de onde sai desencantando com a sociedade de que faz parte, repudiando todo intelectualismo e seu artificialismo. Foi polícia em Mianmar mas desiste após 5 anos de opressão a um povo estrangeiro. Muda-se para a Europa, primeiro em Paris como operário ("linhão" de fábrica) e mais tarde para Londres onde adopta o nome com que publica as suas obras, sendo a primeira, curiosamente "Na Pior em Paris e Londres" (1933). Ao deflagrar a Guerra Civil Espanhola em 1936, sentiu que era ali o palco onde a história aconteceria e junta-se à luta com o P.O.U.M. (Partido Obrero de Unificación Marxista), ao lado dos anarquistas socialistas, resultando da experiencia a obra "Lutando em Espanha"(1938). Publicou ainda, já em Inglaterra, diversas obras de grande relevo como "Mantenha o Sistema" e "A Revolução dos Bichos". Morreu em 1950, aos 47 anos na miséria.

De todas os seus trabalhos gostaria de realsar "1984" (título original Nineteen Eighty-Four). Nesta anti-utopia literária descreve futuro da humanidade, dominada pelo totalitarismo, contituindo uma metáfora pessimista do pós 2ª Guerra.

Tudo se passa na Oceania, onde Winston Smith é funcionário do Ministério da Verdade, um órgão que cuida da informação pública do governo. Diariamente, os cidadãos devem parar o trabalho por dois minutos e se dedicar a atacar histericamente o traidor foragido Emmanuel Goldstein e, em seguida, adorar a figura do Grande Irmão, único partido político. Os cidadãos são vigiados 24h por dia atravez do Telecra, que tambem transmite informações.

Um outro cenário imaginario é a Novilingua, uma língua ainda em construção, que quando estivesse finalmente completa impediria a expressão de qualquer opinião contrária ao regime. Uma das mais curiosas palavras da Novilíngua é a palavra Duplipensar que corresponde a um conceito segundo no qual é possível o individuo conviver simultaneamente com duas crenças diametralmente opostas e aceitar ambas. Com estes meios o Big Brother conseguia tornar a verdade efemera. Esta obra é o mote ideal para a reflexão sobre o poder político e o povo que o sustenta e defende, bem como desencadeou uma das mais importantes ciencias de hoje: a gestão da cultura de massas.