segunda-feira, 6 de agosto de 2012

domingo, 5 de agosto de 2012

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

sábado, 14 de julho de 2012

wqdew

Bladi Blá
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sedbesbaesb
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swebaswebswebv
swbaswb

terça-feira, 7 de abril de 2009

O primeiro clube de Pinto da Costa

Desde pequenino... Pelos vistos é o primeiro clube de toda a gente,



Nunca me enganou.

terça-feira, 24 de março de 2009

Sub-prime para meninos

Ou como a crise do crédito que conduziu à situação actual de CRISE pode ser explicada a uma criança ou a quem não faça puto ideia de economia e finanças.


The Credit Crisis - Animatic from Jonathan Jarvis on Vimeo.

sexta-feira, 13 de março de 2009

quinta-feira, 5 de março de 2009

Oferta pros amigos

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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Será um novo caso tipo Benjamin Button

Isto dá mais sentido à expressão "Isso até um miudo de 10 anos faz"

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A minha primeira vez...

Quem disse que a bateria era só um instrumento de ritmo? Gostava de ver a cara do Jimmy Page ao ver isto.


domingo, 30 de novembro de 2008

33

33 é número de posts de Novembro, com média de mais que 1 por dia, muito bem. Dia 21 teve mais de 220 visitas, boa Magritte. 33 é também número de craque, uma das maiores figuras de sempre do basket mundial: Larry Bird. Há quem o considere o melhor de sempre, principalmente os fãs dos Boston Celtics que viveram a sua época dourada com Bird no comando. Exímio nos 3 pontos, fazia passes incríveis e nunca desistia dum lance apresentando uma habilidade especial para roubar bolas. Pode não ter sido o melhor, mas faz parte dum conjunto de lendas vivas como Magic Johnson ou Michael Jordan.

Top 10 Playoff Plays


Best of Larry Bird

sábado, 29 de novembro de 2008

O Zé gosta dos GNR, eu também gosto muito mas melhor ainda é ler o Reininho


O ípsilon de vez em quando lá vai surpreendendo a malta e por vezes consegue-se ler uma pérola como esta, do maior personagem da pop portuguesa dos últimos anos (O Variações foi curto), Rui Reininho em discurso directo.


O homem tripolar
João Bonifácio


A dada altura, Rui Reininho, falando de Belém (Lisboa), diz: "Isto é um sítio muito interessante e muito mágico, talvez daí eu tenha pirado um bocado tematicamente. Quis fazer um disco à antiga, conceptual mesmo. Há uma história do princípio ao fim."
Isto saiu-lhe numa longa conversa com o Ípsilon em Belém, a propósito de Companhia das Índias", 13 temas de pop aqui estranha, ali directa, e o primeiro disco de Reininho a solo em 53 anos de vida. Na escrita das canções, gente muito díspar entre si, que vai de JP Coimbra, dos Mesa, a Paulo Furtado, dos WrayGunn, passando por Rodrigo Leão.
O disco parece abordar uma estranha noção de "positividade" - e Reininho revelou na entrevista um inesperado interesse por gongos tibetanos, reikis e afins.
Na tarde em que nos sentámos para conversar, Reininho estava particularmente cansado, depois de uma noite a filmar um videoclip até às tantas. A entrevista, mais que debater o disco, acabou por versar as muitas máscaras de Reininho, a sua inquietude, algum comodismo que se havia abatido sobre a carreira, tudo discutido com uma frontalidade rara por cá.

Já está a morar aqui [em Belém] há algum tempo?

Há um ano. Vim fazer o disco para aqui. O disco tem uma coisa muito agradável para mim, que é aprender outra vez. Ter de ir a casa das pessoas, ir ao Estoril a casa da Margarida [Pinto, escreveu "Triste S" para este disco] e do [Miguel] Cardona, eles ali à lareira com o seu piano, ir a casa do Rodrigo Leão. Fui fazendo consultas. Depois combinava com o Armando [Teixeira, produtor] - que é um dos casos clínicos mais interessantes da nossa praça, um tipo que ouve muito, tem uma discoteca fantástica de vinil, com seis ou sete versões do "Hair" e discos do Festival de San Remo - para o dia seguinte. "Às onze a gente encontra-se", e ouvíamos isto e aquilo. Podia ter sido uma manta de retalhos, mas tem quatro ou cinco canções na "mouche", são pop, são coisas que eu sei fazer. Depois tem coisas em que me aventurei - se calhar é o meu futuro.

O facto de uma "major", a Sony BMG, ter entrado no processo alterou o disco?

Eles não exigiram nada. Eu tinha meia-dúzia de nomes com quem queria trabalhar, gente que admiro - e pelos vistos isso é mútuo. As canções são a visão que as pessoas têm de mim. O JP Coimbra [dos Mesa, escreveu "Lados B"] dizia: "Isto é um bocado Las Vegas, um bocado Elvis, é muito interessante vestir estas coisas todas." A parte unificadora foi a produção - deve ter sido difícil aquele homem conseguir um som. Isto não tem aquela carga do jovem que chegou à coisa, não tenho um projecto. 'O meu projecto é...' Oh ninos!, projectos é para arquitectos.

Agora há outra vez putos que não gostam de projectos, tocam e acabou. Uns são seus fãs, os Pontos Negros.

Mas esses têm uma igreja por trás, isso é muito importante. Eu agora pratico gongos tibetanos e "healing", faço gente levitar a cinco palmos do chão - eu digo isto e as pessoas não acreditam. É um poder um bocado como aquela hipnose de pôr 40 mil pessoas a cantar.

Mas está mesmo interessado nesse tipo de coisas?

Estou, porque existe mesmo essa energia.

Mas o que é que sabe fazer?

Não posso dizer no jornal, senão parecia o professor Bambo. São gongos e taças tibetanas de "healing", para curar depressões e não sei quê. Há aqui na zona um tipo que me diz: "Estás a viver na parte de cima de Pedrouços, que é o lado do Bem, a parte de baixo são os gajos da missa negra." Eu apanho os malucos todos, sou o gajo que entra no metro e vem o criminoso, o serial-killer, o arrependido, o gajo que se vai atirar para a linha e acabou de dar um desfalque.

Mas o que é que estava a acontecer na sua vida para se interessar por...?

Sofrimento, sofrimento grande. E gente que morreu. Amigos, namoradas que morreram, que foram levadas pela heroína, pela sida. A minha função é um combate aqui dentro. Ser o "Dr Optimista" [uma das canções do disco] da história. Ver um amigo meu como o Zé Pedro, que tem também uma luz do caraças, livrar-se do álcool e do pior dos infernos, ver o sorriso daquele homem... aquele tipo agora é um santo, só espalha o bem e a harmonia onde está. Essas são as personagens que nós precisamos.

É uma coisa geracional, a heroína entra cá pouco antes de a sida surgir.

Nos bons tempos podíamos ser promíscuos porque só havia herpes. Depois começámos a perceber que a vida mata. Este disco é sincero quanto a isso: tem um lado de palhaçada que eu assumo, que também é bom para me esconder, o gajo do turbante, da bola de cristal [Reininho refere-se ao imaginário do disco]. Até comprei a minha bola de cristal, levei-a para casa, pu-la em cima da casota do meu cão, a luz incidiu e ia armando um incêndio. Mas tem um lado sério: há anos que faço acupunctura, nunca mais tomei um antibiótico nem anti-inflamatórios, nem cigarros, nem bebidas brancas - é o meu apartheid.

Mas agora fez uma limpeza?

Isso é porque não aguento. Continuo a fazer espectáculos como fazia há uns anos, de uma hora e meia. Em Guimarães fiz duas horas de espectáculo com uma banda sinfónica, a cantar contra cento e tal gajos.

A voz está mais limitada do que antes, não?

Não, está mais aberta. Hoje é que estou cansado, nem devia estar a falar, porque ontem foi violentíssimo estar ali [a fazer o vídeo] até às cinco da manhã. Acabei a noite completamente louco a saltar por cima de carros como se fosse o Conde Drácula, ao som do "Turbina e Moça".

É uma das canções que parece desenhada para si.

E foi, porque o [New] Max escreve de outra maneira. É um gajo do hip hop lá de Leça, do surf.

Tem um lado "new wave".

Sim, mas isso são as coisas que eu vivi. Nos anos 1970 apanhei com a cena de Camden [bairro de Londres]. O Billy Idol apanhava o mesmo metro que eu. A gente ia comprar o mesmo que eles, dava um cheiro e uau uau uau uau [onomatopeia para 'aceleração']. Aquilo marcou-me muito. Gosto daquele "Come back to Camden" do Morrissey, é quase de ir às lágrimas. "Come back to Camden and I'll be good". Volta para casa que eu desta vez vou ser bom - já disse isso a muitas raparigas, elas já não acreditam.

Porquê só agora um disco a solo?

Só agora é que tive tempo. Antes queria era fazer um filme, depois percebi que não sei fazer. Ainda ontem [nas filmagens] estava com aquela curiosidade, a ver como é que funcionava a câmara. Foi incrível: às cinco da manhã, a equipa louca, raparigas em hipotermia e de repente vou buscar outra personagem - eu sou tripolar - e desato a saltar por cima de carros e a queimar coisas. Desaparece a personagem e mete-se na caixa - espero que não apareça durante uma semana.

As pessoas com quem trabalhou são sugestões suas?

É tudo gente que eu conheço. Há quem diga que o "Bem bom" está um bocadinho fora, mas vem do [espectáculo de versões] Companhia das Índias: eu comecei com versões e aquilo é a cristalização do espectáculo. O samba ["Faz parte do meu show"] foi o Nuno Espírito Santo que me disse para gravar, é uma música vagamente pedófila e perversa.

O "Bem bom" também parece muito delicada e é uma canção sobre...

Sim, sim, é um "one-night stand". É maliciosa. Nós começámos a ensaiá-la e toda a gente se ria. Aquilo deu muito trabalho. A ideia do cravo é ser "Ligações Perigosas", cruel. Quem também me deu a benção para este disco foi o Peter Murphy, que conheci, é um aristocrata, e que me disse: "Muito interessante". Falámos sobre vinhos, sobre Nova Iorque, ele conhece o John Cale, eu conheço o Ricardo Quaresma.

Ficou a ganhar. O que é que o levou a escolher estes tipos para compor?

Conhecia-os. O New Max fez a produção do "Revistados" [disco de homenagem aos GNR], conheci-o na altura e fizemos concertos com eles. Isto é gente que eu encontro no rock e digo: "Então pá, não sei quê, temos de fazer uma coisa juntos." Com o Rodrigo Leão estava sentado em casa dele, a almoçar, com os putos todos - tem três filhos maravilhosos - e ele disse: "Agora vamos ver o que fazemos".

Não tem um certo arrependimento por não ter construído esse tipo de vida que o Rodrigo Leão tem?

Tenho, porque perdi muito tempo, não estava nos aniversários, não dei a atenção devida. Claro que queria uma coisa assim. Tenho um puto maravilhoso ali em Santo Amaro de Oeiras, um miúdo aventureiro que quer ir comigo para as coisas, está com imensa curiosidade. É um anjo de um gajo que me conhece como ninguém. Mas eu sou um bocadinho intranquilo. Gostava era de deixar os telespectadores tranquilos e ir ao Botão, a esses sítios que estão a chamar por mim e deixar-vos em paz - mas antes queria resolver este disco a solo, esta coisa de que toda a gente me falava há anos.

Não se andava a sentir acomodado?

Sim, senti. Sentimos todos esse status quo. E acho que percebi que isto ia acabar, aquela indústria acomodada, preguiçosa e filha da mãe que faz reedições a 20 euros quando já houve vinil, já houve CD.

O Armando é um especialista naquela área lounge. Podia ter feito um disco todo num registo cabaret.

Sim, sim, isso era o que as editoras queriam, mas eu não quis. Havia o "Bem Bom" e podíamos ter feito só versões e se calhar vendia mais às senhoras nos salões. Esta história é arriscada: ser rebelde aos 17 também já fui, difícil é depois, como dizia o André Gide. Fazer ruptura quando já está tudo estabilizado é muito mais difícil.

[Um senhor de aspecto muito respeitável cumprimenta Reininho].

Como é que tem este lado de pessoa respeitável quando nos últimos 30 anos deve ter sido respeitável umas duas vezes?

As pessoas aceitam. Eu sou muito Conde Drácula: o conde não faz nada que não lhe deixem. Nunca usei a hipnose para os concertos - aquilo é uma histeria para os putos, uma hipnose, e depois aquilo passa, mas eu não exerço isso. Cada coisa é uma coisa: festa é festa, depois salta-se para outra personagem.

Mas tem muito isso de mudar de personagem?

Sim. Às vezes é um bocadinho incontrolável.

Na vidinha normal, isso não é complicado?

Não, é fantástico. Dão-me mais fiambre e tudo. Vou ao supermercado e dizem-me: "Gosto muito da sua música." Eu digo "Queria 200 gramas." "Ah, leve 400, não diga nada." Agora não como fiambre por causa da minha religião. Daqui até ao Natal vou ser judeu, que é para não me chatearem.

Isso acontece porque o país é muito pequenino. Por isso acabou por ficar como o provocador oficial, vai à Televisão, diz umas coisas.

Se reparares bem, eu já não tenho directos. Há uma censura implícita. Saem-me coisas muito sinceras, mas as pessoas não gostam muito de sinceridade. Neste meio há pessoas que eu preferia não conhecer. Mas tenho o prazer de estar a jantar com o Peter Murphy e de repente estar a passar ali em Vila Nova de Gaia e está o Quim Barreiros: "Ó bacano, anda cá para cima." E eu fui. Subo o monte e ele: "Cumé que cantas o caralho do 'Inferno'? É em sol?" E fizemos um encore, "E que tudo mais vá pró inferno lai lai la la". É fantástico, não é?

O que é que o atrai na disparidade desses universos?

Gosto daqueles gajos, sinceramente. As conversas mais divertidas que eu tenho sobre o business é a ouvir o Zé Cid a falar - ele não entrou neste disco porque não deu. "Vem a Santarém, pá, então agora andas a fazer música com essas gajas que ninguém conhece? Tens é de que andar com o grande cantor." E é verdade, ele é um grande melodista, num país a sério ele seria um Liberace.

Um Elton John.

Um Elton John, um melodista porreiro e que cresci a ouvir. Quando vi o Quarteto 1111 disse assim: 'Fogo, gostava tanto de ser aqueles gajos ali em cima', como o Mike Sargeant, téu néu néu [onomatopeia de guitarra], Tozé Brito, eu queria ser o Tozé Brito. E agora canto a música dele.



A do Peter Murphy conhece o John Cale e eu conheço o Quaresma, priceless.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Só para isto passar a média de um post por dia e chegar aos 31 e quem sabe até a mais, tomem lá uma dose de psicadélia



Em formato musical e visual. Do novo de Squarepusher - Just a Souvenir, editado pela Warp Records (Créme de la Créme da electrónica há 20 anos) e que pode ser descarregado por via ilícita através do rapidshare aqui. ou pelo megaupload.
Ponham o vídeo no modo écran inteiro.



Ah e pausem o leitor aqui ao lado.


Squarepusher - Planet Gear from Warp Records on Vimeo.

E metam umas drogas que tiverem aí à mão, antigripine também serve...

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Euforia


Cai neve no cérebro vivo do imaculado - dizem
que este milagres só são possíveis com rosas e
enganos - precisamente no segundo em que a insónia
transmuda os metais diurnos em estrume do coração

Dizem também
que um duende dança na erecção do enforcado - o fulgor
dos sémenes venenosos alastra no brilho dos olhos e
um sussurro de tinta preta aflora os lábios
fere a mão de gelo que se aproxima da boca

O vómito da luz ergue-se
das palavras ditas em surdina

A seguir vem o sono
e o miraculado entra no voo dos cisnes
o dia cansa-se
na brutalidade com que a voz se atira contra as paredes
abrindo fendas
em toda a extensão das veias e dos tendões

Quando desperta com o crepúsculo
o miraculado olha-nos fixamente e sorri
dá-nos uma rosa em forma de estilete - fechamos os olhos
sabendo que este é o maior engano
da eternidade

Al-Berto
Horto de Incêndio

sábado, 22 de novembro de 2008

6 novos trailers

A primeira grande novidade é o tão esperado trailer do novo filme de Darren Aronofsky (Leão de Ouro em Veneza), The Wrestler. O drama gira à volta de um profissional de luta livre à beira da reforma que quer uma última desforra do seu antigo rival. A premissa parece um lugar comum mas, para além de Aronofsky só nos saber surpreender, falam de Mickey Rourke como desempenhando o papel da sua vida e apontam-no como um dos principais candidatos ao óscar. Sidekicks: Marisa Tomei e Even Rachel Wood.

The Wrestler


Danny Boyle e o seu Slumdog Millionaire também tem dado que falar. Ganhou o prémio do público em Toronto e não se deve ficar por aqui. Um miúdo indiano da favela de Mumbai, está a uma resposta de ganhar o quem quer ser milionário quando o programa termina por esse dia. É levado preso por suspeita de fraude, onde ele conta toda a sua vida e a chave para a resposta a cada uma das perguntas. Um argumento sólido e uma realização visualmente extasiante têm deleitado grande parte da crítica.

Slumdog Millionaire


Agora o "indiezinho" da lista, de Kelly Reichardt, Wendy and Lucy. Dizem que Michelle Williams faz uma das melhores interpretações do ano, no papel duma rapariga que parte para o Alaska com fim de arranjar um emprego de verão muito lucrativo. Depois do carro avariar e o seu cão ser levado para o canil, vai-se encontrar cada vez pior financeiramente. A ver...

Wendy and Lucy


O realizador de The Hours e Billy Elliot, Stephen Daldry, regressa com The Reader, um drama histórico passado no pós 2ª Guerra Mundial, sobre a relação entre um aluno de direito e uma misteriosa mulher, com quem se envolvera 8 anos antes, e afinal se revela uma acusada nos tribunais de guerra nazi. Kate Winslet acumula personagens fortes e complexas e também nomeações. Com este ou com Revolutionary Road e quase certa a 6ª nomeação. Ralph Finnes, Alexandra Maria Lara, Bruno Ganz e David Kross completam o elenco.

The Reader


Agora nas comédias, Barry Levinson volta com What Just Happened. O tema é mais uma vez os bastidores de Hollywood, mas ao que dizem mais cómico que Wag the Dog. Robert De Niro é o principal, mas também temos John Turturro, Stanley Tucci, Robin Wright Penn, Kristen Stewart e Bruce Willis + Sean Penn a fazer deles próprios. A ante-estreia foi um sucesso, mas isso não quer dizer nada. Bom ou não, é sempre saudável rir de Hollywood, com Hollywood.

What Just Happened


Para acabar, uma comédia levezinha, da nova vaga americana: Role Models. David Wain não tem tido muito sorte na carreira, mas este parace que está a fazer rir muita gente. Dois vendedores estampam o carro da empresa e são condenados a 150 dias de serviço comunitário, como tutores num programa de ajuda a crianças orfãs e necessitadas. Paul Rudd (co-argumentista) e Seann William Scott são os principais, mas ainda entram, Elizabeth Banks, Christopher "McLovin'" Mintz-Plasse e Bobb'e J. Thompson.

Role Models

The 100 Greatest Movie Characters

"You're not your job. You're not how much money you have in the bank. You're not the car you drive. You're not the contents of your wallet. You're not your fucking khakis. You're the all-singing, all-dancing crap of the world."
Tyler Durden

A revista inglesa de cinema Empire adora tops. Desta vez lembraram-se de eleger as melhores personagens de sempre, deixando aos leitores e internautas a responsabilidade de votar. Surpresa ou não, deparamo-nos com um filósofo niilista em primeiro lugar, um poeta da destruição e da renovação, o ideal do homem moderno se assim pudesse existir. Brad Pitt faz em Fight Club um papel do outro mundo, acompanhado pela realização soberba de David Fincher, da adaptação da obra, do génio da ficção transgressional, Chuck Palahniuk. Um clássico de culto instantâneo que vai ficar ligado aos anais da história da 7ª arte e por isso um filme que merece muitas páginas de análise (não para hoje). O artigo podem ler aqui. Tem uma citação de cada personagem (neste caso, a que está em cima), a razão pela qual está na lista e a melhor cena, segundo eles, que protagoniza no filme. 100 é muita coisa, não me parece que os vá ver todos. Para os mais preguiçosos, deixo a lista dos 10 primeiros (ia pôr mais, mas nem Pacino, nem Nicholson, nem De Niro até aos 20):

1 - Tyler Durden - Brad Pitt - Fight Club
2 - Darth Vader - David Prowse/James Earl Jones - Star Wars
3 - The Joker - Heath Ledger - The Dark Knight
4 - Han Solo - Harrison Ford - Star Wars
5 - Dr.Hannibal Lecter - Anthony Hopkins - The Silence of the Lambs
6 - Indiana Jones - Harrison Ford - Indiana Jones
7 - The Dude - Jeff Bridges - The Big Lebowski
8 - Captain Jack Sparrow - Johnny Depp - Pirates of the Caribbean
9 - Ellen Ripley - Sigourney Weaver - Alien
10 - Vito Corleone - Marlon Brando - The Godfather

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Star Trek & Funboys

Os fanáticos da ficção científica (alguns) já parecem mais descansados com o primeiro trailer do novo filme da mítica saga. Chama-se Star Trek... XI ou Zero. Apesar de não se saber ainda a história do filme, é certo que vai relatar os primeiros anos da USS Enterprise e da sua tripulação, de Kirk a Spock. Está visto que é mais um zero que um onze, já que não continua com a história, mas tenta reinventá-la. Além de J. J. Abrahams (Lost, Alias e MI3) se esforçar por dar uma melhor imagem à história que nos últimos titulos se aproximava duma espécie de série B retro sci-fi flick. Muitos efeitos especiais, Chris Pine, Zachary Quinto, Eric Bana, Winona Ryder, Simon Pegg, Zoe Saldana, John Cho e mais alguns actores conhecidos da tv vão encher as salas de trekies. Vejam lá o trailer:



Já agora, estreia para o ano um filme, passado em 1998, sobre um grupo de fanáticos do Star Wars que tentam assaltar o Skywalker Ranch e roubar uma cópia de Episode I: The Phantom Menace: Fanboys. Um dos membros já leva vida de adulto há uns tempos e começam a notar um certo distanciamento. Resolvem então fazer o que planeavam desde o quinto ano, antes que fosse tarde demais para disfrutar como sempre imaginaram, e roubar a cópia, uma vez que a estreia ainda vai demorar largos meses. Dan Fogler, Jay Baruchel, Kristen Bell, Chris Marquette e Sam Huntington são os principais desta comédia/road movie que os vai levar, entre outros sitios, a uma convensão de trekies. Seth Rogen é o supergeek-trekie do trailer:


quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Mentes Brilhantes?... Tonino Guerra!

Já aqui falei da revista Premiere que voltou ao activo. Muitos parabéns pelo esforço que fizeram para termos uma publicação mensal sobre cinema, coisa única no país. Não posso é deixar de falar dum especial da última edição: 13 Mentes Brilhantes. Como curioso, tratei logo de ler o artigo de José Vieira Mendes (jornalista que tem um blogue chamado O Mourinho da Cultura:) que nos apresenta 13 argumentistas, pelo título brilhantes, tocando as suas virtudes e defeitos, em 3 páginas com algumas fotos. Ao que parece só quis falar de pessoas no activo, algumas com incursões na realização, mas raramente significativas. Começa por falar do "mestre" Robert McKee que apenas escreveu episódios das séries Abraham (1994) e Columbo (1979), fantástico. Para não me alongar muito vou agora meter alguns no mesmo saco. Fala dos argumentistas de Arma Mortífera, o Último Grandes Herói, Scream, as sequelas e os outros iguais com nome diferente, Instinto Fatal, Acossada, Showgirls, Jogo de Traições, O Suspeito da Rua Arlington, e por aí fora. Depois fala dos que escrevem os blockbusters: Spiderman, Missão Impossível, Guerra dos Mundos, Jurassic Park, O Código da Vinci, Cinderella Man, Uma Mente Brilhante (estes últimos tudo adaptações de sucessos literários). Fala do angolano João Nunes que escreveu dois telefilmes, A Selva, Tiro no Escuro, O Julgamento, Assalto ao Santa Maria e agora a série que passa na RTP, Liberdade 21. Quem sobra? Brad Bird, o homem por trás de Ratatui, The Incredibles e o Gigante de Ferro. Eric Roth: Forrest Gump, Munique e o novo de Fincher, The Curious Case of Benjamim Button. Alvin Sargent que escreveu Paper Moon, Ordinary People e The Effect of Gamma Rays on Man-in-the-Moon Marigolds. Guillermo Arriaga que escreveu para Iñarritu, Amores Perros, 21 Gramas e Babel. E ainda Charlie Kaufman: Being John Malkovich, Adaptation, The Eternal Sunshine of the Spotless Mind e o novo Synecdoche, New York. Não me parece grande lista, tendo em conta que são poucos os grandes filmes, em comparação com os maus. Nomes como Woody Allen, Tarantino ou Oliver Stone ficaram de fora, talvez por serem mais conhecidos como realizadores. Outros como Bergman, Fellini ou Cassavetes também não constam talvez pela mesma razão ou por já não andarem por cá. Ou talvez o cinema de autor não conte para as contas. Eu acho que sim e Tonino Guerra é um dos que merece estar na lista. Tem 88 anos e ainda não se reformou. Trabalhou com nomes como Antonioni, Fellini, De Sica, Rosi, os irmãos Taviani, Tarkovky ou Angelopoulos. Assinou cerca de 100 argumentos e ao menos o óscar honorário vinha a calhar, enquanto é tempo. Em baixo, 10 grandes filmes com argumento de Tonino Guerra, para não pôr mais.

L'Avventura (1960)

La Notte (1961)

L'Eclisse (1962)

Il Deserto Rosso (1964)

Il Caso Mattei (1972)

Amarcord (1973)

Nostalghia (1983)

E La Nave Va (1983)

Kaos (1984)

Topio Stin Omichli (1988)