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"O Zé Povinho olha para um lado e para o outro e... fica como sempre... na mesma!" -Rafael Bordalo Pinheiro-


O que é a Cosmologia?
O que é o Modelo Cosmológico Padrão?
A designação de Modelo Cosmológico Padrão ou simplesmente Modelo Padrão (ou vulgarmente modelo do big-bang) tem um significado na Cosmologia. Por um lado é um “modelo” porque não nos dá uma resposta final, por outro, o termo “padrão” significa que existem uma quantidade apreciável de factos observacionais que o suportam, tornando-o uma boa aproximação do que se passa na realidade.
O que é a teoria do Big-Bang?
Quais as observações que suportam o Big-Bang?
Como em qualquer teoria científica, não há provas de que o Big-Bang existiu. Mas existem alguns dados observacionais que sustentam esta teoria. Entre os quais destacam-se:
A Lei de expansão de Hubble. Os astrónomos observam que as galáxias se afastam umas das outras devido a uma expansão do próprio espaço;
Os astrónomos observam que, em larga escala, o universo é homogéneo e isotrópic0;
Existência da radiação cósmica de fundo que segue uma distribuição de um corpo negro. Esta radiação foi libertada numa época em que o universo arrefeceu o suficiente para que a matéria e radiação deixassem de estar em equilíbrio térmico. A radiação cósmica de fundo foi prevista mesmo antes de ser detectada;
As abundâncias observadas de elementos leves (Hidrogénio, Hélio e Lítio) estão de acordo com o que foi calculado para uma fase primordial do universo em que a temperatura seria tão elevada que os processos de fusão nuclear só permitiram a formação desses elementos químicos.
O que aconteceu antes do big-bang? O que aconteceu no momento do big-bang?

Scoresby Sund (350 Km) – O maior fiorde do planeta, na costa da Gronelândia, vê-se em baixo, na imagem
Geirangerfjord – Noruega
Mirante Flydasjuvet e também o Pico de Danlsnibba na Noruega
Union Hotel no fiorde de Geiranger na Noruega
Não acrescenta nada, mas lembro-me que quando fui para a escolinha, pensava que os fiordes da Noruega eram os títulos que davam aos fidalgos lá do sítio.
Caros Leitores:
Este blog é escrito por pessoas que apreciam profundamente os prazeres da boa mesa, e é nesse intuito que vos escrevo uma breve coluna sobre Gastronomia e review dos melhores restaurantes, casas de alterne, roullottes de cachorros e tascos que nem a ASAE sabe que existem do nosso Portugal
É então assim que passo a falar-vos de um dos melhores tascos groumet (se é que a classificação existe) do Porto, falo-vos do restaurante da Associação Cultural e Desportiva Montiagra do Amial.
Note-se que actividade da dita Associação não se resume a isto: há todo um outro conjunto de actividades como o Andebol Feminino (http://www.fotolog.com/pontofixo – força aí Leoas estamos convosco!), Xadrez, Pólo a Cavalo, Bridge. Malha, Sueca, Curling e Bisca dos Nove.
Mas vamos ao que interessa: o tasco fica na cave de uma bela casa Art Nouveau ali para os lados da Arca d’Água, passamos por um sinal que diz “ASAE não obrigado!” (brincadeirinha!) e entramos numa acolhedora sala com um encantador (e aposto que eterno) cheiro a cerveja derramada. A recepcionista, com unhas de gel e bronzeado de solário, rapidamente nos encaminha: “sentem-se onde lhes der, e já agora levem os talheres!” .
Sentamo-nos numa espécie de salão de baile: na televisão passa a última derrota do FCP até que alguém que passa muda para a SporTV2 com algum enfado, do tecto pende uma bola de espelhos que já teve os seus dias.
A ementa, que é comunicada por via oral, consiste numa variada escolha entre: Cachorro, francesinha ou bitoque. Escolho o bitoque com ovo e batatas fritas. Para acompanhar uma “super bock” reserva lote 123.34.5 de Novembro passado, um ano excelente se me permitem dizer! As batatas estão bem fritas, suspeito no entanto que o ovo estrelado estrelou com elas no mesmo óleo. Quanto ao bife: é surpreendentemente tenro, vê-se que foi violentamente sovado sem no entanto estar ressequido. Não é que seja a melhor cozinha, nem o melhor ambiente e provavelmente ninguém quer saber que segredos tenebrosos se escondem por entre a gordura acumulada atrás do fogão destes senhores, mas estamos a pagar 4,5€ não se pode pedir mais!
Resumo:
Comida: 7/10 tendo em consideração que eu não conseguia fazer melhor, falhou no ovo estrelado que estava queimado
Bebida: 9/10 como digo a Super Bock era a melhor possível, só que não me deram copo
Atendimento: 2/10 apesar da moça que nos mandou por a mesa ter unhas de gel e bronzeado de solário não usava mais do que um mero 34 de soutien nem tinha decote pelo que tenho de dar um chumbo.
Ambiente: 8/10 nem se esqueceram de por um senhor com os copos à porta para parecer mais típico.
Instalações Sanitárias: 1/10 não pude entrar uma vez que fui interpelado por uma barata que me ameaçou com gonorreia e hepatite se eu ousasse aproximar-me do urinol
Apreciação global, em escala terradeidiotas: ####[ (quatro sinais de cardinal e um parêntese recto – cujo significado ainda não foi decidido)
Em 1986 salta para a ribalta Matthew Broderick no papel de Ferris Bueller em "Ferris Bueller's Day Off", por cá intitulado de "O Rei dos Gazeteiros". Ferris é o espertalhão da turma e resolveu desta vez enganar toda a gente fazendo-se passar por um doente quase à beira da morte. O director da escola conhece o feitio de Ferris mas nunca o conseguiu apanhar, e até a irmã se irrita com as suas partidas, uma vez que em frente aos pais ele é um anjinho. Mas com o dia todo pela frente mais vale ir curtir com o amigo e a namorada, e porque não com o Ferrari do pai. Juntamente com "The Breakfast Club" transformou-se num filme de culto teen, sobretudo pelo facto das personagens serem mais ricas a nível individual e apresentarem uma carga tragicómica significativa (mais presente em "O Clube"), que se opõe por completo à superficialidade patente nas personagens que integram o grosso da comédia adolescente actual. Nesse ano foi ainda argumentista de "Pretty in Pink"(1986) e em 1987 saiu "Some Kind of Wonderful" também escrito por ele. Com a popularidade destes filmes, e de outros do mesmo género, que surgiram com maior incidência nessa década, surgiu o termo "Brat Pack" para rotular um grupo de jovens actores que apareciam juntos em vários filmes do género: Emilio Estevez, Anthony Michael Hall, Demi Moore, Molly Ringwald, Judd Nelson, Rob Lowe, Andrew McCarthhy e Ally Sheedy. O final da década chegou de mãos dadas com o final da sua carreira como realizador. “Planes, Trains & Automobiles” de 1987, com Steve Martin e John Candy foi bem acolhido pela generalidade do público, mas as críticas foram piorando com filmes como “She’s Having a Baby” de 1988 (comédia romântica com Kevin Bacon e Elizabeth McGovern) e “Uncle Buck” de 1989 (de novo com John Candy acompanhado por Macaulay Culkin), levando mesmo Hughes a pôr de lado a pasta de realizador, depois da estreia do dispensável “Curly Sue” (1991) com James Belushi. Apesar de não voltar a trabalhar por trás da câmara, o seu trabalho como argumentista e produtor continuou a dar-lhe alguns sucessos, pelo menos de bilheteira. Dedicando-se sobretudo a entreter os mais novos, assinou os argumentos de “Home Alone” (os dois primeiros de 1990 e 1992, que transformaram Macaulay Culkin num fenómeno instantâneo. De assinalar a presença de Joe Pesci e Daniel Stern no papel dos “bandidos molhados”. Ainda chegou a escrever o terceiro em 1997), “Beethoven” (1992), “Dennis the Manace” (1993), “Baby’s Day Out” (1994), 101 Dalmatians (1996) e “Flubber” (1997) entre os mais significativos. Depois dum início auspicioso que marcou uma geração, John Hughes acabou por se tornar um ilustre desconhecido entre os mais novos, sem nunca chegar a convencer os mais velhos… estranha década, essa.Edvard Munch foi um dos pintores mais influentes dos últimos séculos como um dos precursores do expressionismo alemão, apesar de ser norueguês. Estudou em Oslo onde foi influenciado por nomes como Courbet, Manet, Ibsen e Bjornson que conferiram ao inicio da sua obra um cariz predominantemente social. Depois desta fase, Munch vira-se para si e começa a pintar a dor, a doença, o sofrimento, a solidão, o desespero e a morte que o acompanharam durante a sua infância. Munch que perdera a mãe, duas irmãs e tinha ainda outra com deficiência mental, deu início a esta temática em 1885 com “A Rapariga Doente”. Mais tarde conheceu a obra de Van Gogh e Gauguin, e em 1892 marcou a história da arte alemã e a sua carreira, quando foi convidado a expor em Berlim e deu início a um projecto intitulado “O Friso da Vida”. Munch, que tinha sido influenciado por um estilo pós-impressionista, não se queria limitar a pintar a realidade externa, mas queria que as suas telas fossem mais emocionais, que representassem um estado de espírito, queria criar uma atmosfera mais tensa e intensa, queria ser mais expressivo. Em 1893 pintou a sua obra mais famosa, “O Grito”.
O simbolismo que Munch confere à sua obra conduz às mais variadas interpretações dos apreciadores, mas a instabilidade emocional do autor é patente nas suas telas. Alguns historiadores de arte defendem que o tom avermelhado no fundo, representa o efeito da atmosfera ao entardecer, depois da erupção do vulcão da Indonésia, na Cracatoa. O Grito foi proibido pelo regime nazi (denominado de arte demente), bem como o resto da sua obra. Tornou-se mais tarde um ícone da cultura popular, quase ao nível da Mona Lisa de Da Vinci, sendo um dos quadros mais produzidos de sempre, apareceu na Time Magazine, foram comercializados bonecos insufláveis, entra por duas vezes na série “The Simpsons”, num episódio de "Beavis and Butt-Head", Andy Warhol realizou uma série de trabalhos dedicados à obra e foram feitos filmes como a série “Scream” e a “Scary Movie” em que máscara do assassino apresenta uma semelhança evidente. A sua popularidade levou a que fosse roubado por diversas vezes, tendo sido recuperado em Agosto de 2006. Durante esta fase, Munch envolveu-se num círculo de artistas, escritores e críticos, entre os quais se incluía Strindberg, e começou a interessar-se pela gravura, começou a fazer litografias e também fotografias. A bebida excessiva, as alucinações e o sentimento de perseguição, fizeram com que fosse internado numa clínica onde fez uma terapia à base de choques eléctricos, e donde saiu oito meses depois menos pessimista e mais interessado pela natureza e as suas cores. Em 1914 inicia um projecto para a decoração da Universidade de Oslo e termina a sua carreira, fazendo das suas últimas obras uma espécie de resumo das preocupações da sua existência. Um dos meus quadros preferidos dele chama-se Madonna (1894-1985) e está em baixo.
Para os mais interessados têm aqui estes links:



ub" (1985), um dos poucos realizadores a obterem merecido respeito na área dos teen movies. "The Breakfast Club" que em Portugal foi denominado de "O Clube" mostra a relação entre 5 alunos, de diferentes personalidades claramente estereotipadas, que passam o sábado de castigo, na biblioteca da escola, a escrever um trabalho para o director. As relações, entre o rufia, o marrão, o desportista, a rapariga popular e a anti-social, vão melhorando ao longo das 8 horas que se encontram juntos, à medida que dão conta que não são tão diferentes como pensavam. No mesmo ano estreia "Weird Science" (1985) que conta a história de dois adolescentes pouco populares que tentam criar uma bela mulher através do computador e colmatar, assim, a falta de atenção dada pelas colegas. "Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta! -
Fosse diabo ou tempestade quem te trouxe a meus umbrais,
A este luto e este degredo, e esta noite e este segredo
A esta casa de ânsia e medo, dize a esta alma a quem atrais
Se há um bálsamo longínquo para esta alma a quem atrais!"
Disse o Corvo, "Nunca mais".
"Profeta", disse eu, "profeta - ou demônio ou ave preta! -
Pelo Deus ante quem ambos somos fracos e mortais,
Dize a esta alma entristecida, se no Éden de outra vida,
Verá essa hoje perdida entre hostes celestiais,
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais!"
Disse o Corvo, "Nunca mais".
"Que esse grito nos aparte, ave ou diabo", eu disse. "Parte!
Torna à noite e à tempestade! Torna às trevas infernais!
Não deixes pena que ateste a mentira que disseste!
Minha solidão me reste! Tira-te de meus umbrais!
Tira o vulto de meu peito e a sombra de meus umbrais!"
Disse o Corvo, "Nunca mais".
E o Corvo, na noite infinda, está ainda, está ainda,
No alvo busto de Atena que há por sobre os meus umbrais.
Seu olhar tem a medonha dor de um demônio que sonha,
E a luz lança-lhe a tristonha sombra no chão mais e mais.
E a minh'alma dessa sombra que no chão há de mais e mais,
Libertar-se-á... nunca mais!
Fim
“Hoje tenho quarenta anos, a azia ataca-me amiúde e sinto-me bem com este anoraque. Intrigam-me estes jovens adultos que ainda nem usam camisa e já pensam que podem mudar o Mundo! As mudanças nem sempre são necessárias e fazem-me sentir, um sem número de vezes, desajustado. A hipocrisia tem destas coisas, nada que um exercício pré-marital não componha. Ah!... Chacota, desdém e cara séria, tenho trinta anos e muitos calos nas mãos (como sabe bem dizer isto)! Só não entendo tudo o que é diferente de mim... suporto, mas tenho pena por ser invariavelmente pior. Não simpatizo com quem acha melhor pensar mal sobre quem não entende a diferença, por temer a mudança e não ver a dissemelhança entre a desejada e a necessária. Tenho sessenta anos e já não vai mais do que esta sopa. Faço um check-up aos que passaram e dou conta que sou mais cabrão que nunca. Sempre critiquei tudo e todos que não gostava, até o que me era indiferente merecia a devida rejeição. Sempre tentei deixar de parte os idosos e os inválidos, mas agora que me sinto um verdadeiro ancião, sinto-me também puro escárnio e quanto aos insuficientes, têm quase todos mais anos de vida pela frente do que eu... Resta-me descansar em paz, a dizer que não disse o que realmente disse, ou a negar que isso fosse dirigido a este ou àquele, até ao momento do Juízo Final, altura ideal para ser recompensado por todos os meus prazenteiros pecados. A Humanidade é burra e nunca se vai aperceber disso, a melhor prova é esta afirmação.”



E esta ave estranha e escura fez sorrir minha amargura
Com o solene decoro de seus ares rituais.
"Tens o aspecto tosquiado", disse eu, "mas de nobre e ousado,
Ó velho Corvo emigrado lá das trevas infernais!
Dize-me qual o teu nome lá nas trevas infernais."
Disse o Corvo, "Nunca mais".
Pasmei de ouvir este raro pássaro falar tão claro,
Inda que pouco sentido tivessem palavras tais.
Mas deve ser concedido que ninguém terá havido
Que uma ave tenha tido pousada nos seus umbrais,
Ave ou bicho sobre o busto que há por sobre seus umbrais,
Com o nome "Nunca mais".
Mas o Corvo, sobre o busto, nada mais dissera, augusto,
Que essa frase, qual se nela a alma lhe ficasse em ais.
Nem mais voz nem movimento fez, e eu, em meu pensamento,
Perdido murmurei lento. "Amigos, sonhos - mortais
Todos - todos já se foram. Amanhã também te vais."
Disse o Corvo, "Nunca mais".
A alma súbito movida por frase tão bem cabida,
"Por certo", disse eu, "são estas suas vozes usuais.
Aprendeu-as de algum dono, que a desgraça e o abandono
Seguiram até que o entorno da alma se quebrou em ais,
E o bordão de desesp'rança de seu canto cheio de ais
Era este "Nunca mais".
Mas, fazendo inda a ave escura sorrir a minha amargura,
Sentei-me defronte dela, do alvo busto e meus umbrais;
E, enterrado na cadeira, pensei de muita maneira
Que qu'ria esta ave agoureira dos maus tempos ancestrais,
Esta ave negra e agoureira dos maus tempos ancestrais,
Com aquele "Nunca mais".
Comigo isto discorrendo, mas nem sílaba dizendo
À ave que na minha alma cravava os olhos fatais,
Isto e mais ia cismando, a cabeça reclinando
No veludo onde a luz punha vagas sombras desiguais,
Naquele veludo onde ela, entre as sombras desiguais,
Reclinar-se-á nunca mais!
Durante cerca de três centenas de milhar de anos após o big-bang, a temperatura do universo era tão elevada que, cada vez que um átomo se formasse, seria imediatamente ionizado. Nesta altura havia uma mistura, praticamente homogénea, de núcleos leves (Hidrogénio e Hélio), electrões e fotões. Os fotões da radiação, que preenchiam todo o universo, chocavam constantemente com os “electrões livres” (“livres” dado que não estavam ligados aos núcleos atómicos). O universo, nesse período, era então opaco. Qualquer feixe de luz que se movesse nesse universo muito primitivo e super quente seria absorvido depois de percorrer uma curta distância. No entanto, cerca de 380 mil anos após o big-bang, o universo terá expandido e arrefecido a uma temperatura de cerca de

Ah, que bem disso me lembro! Era no frio dezembro
E o fogo, morrendo negro, urdia sombras desiguais.
Como eu qu'ria a madrugada, toda a noite aos livros dada
P'ra esquecer (em vão!) a amada, hoje entre hostes celestiais -
Essa cujo nome sabem as hostes celestiais,
Mas sem nome aqui jamais!
Como, a tremer frio e frouxo, cada reposteiro roxo
Me incutia, urdia estranhos terrores nunca antes tais!
Mas, a mim mesmo infundindo força, eu ia repetindo:
"É uma visita pedindo entrada aqui em meus umbrais;
Uma visita tardia pede entrada em meus umbrais.
É só isto, e nada mais."
E, mais forte num instante, já nem tardo ou hesitante,
"Senhor", eu disse, "ou senhora, de certo me desculpais;
Mas eu ia adormecendo, quando viestes batendo
Tão levemente, batendo, batendo por meus umbrais,
Que mal ouvi..." E abri largos, franqueando-os, meus umbrais.
Noite, noite e nada mais.
A treva enorme fitando, fiquei perdido receando,
Dúbio e tais sonhos sonhando que os ninguém sonhou iguais.
Mas a noite era infinita, a paz profunda e maldita,
E a única palavra dita foi um nome cheio de ais -
Eu o disse, o nome dela, e o eco disse os meus ais,
Isto só e nada mais.
Para dentro então volvendo, toda a alma em mim ardendo,
Não tardou que ouvisse novo som batendo mais e mais.
"Por certo", disse eu, "aquela bulha é na minha janela.
Vamos ver o que está nela, e o que são estes sinais.
Meu coração se distraia pesquisando estes sinais.
É o vento, e nada mais."
"Entra de rompante e espera por ser chamado. Chamado a fazer o quê? Traduzir textos? Apanhar pielas? Acreditar em almas e demónios? Pisa a estrada de uma vez e reflecte sobre as opções que dispõe. Bem, esta é melhor que aquela porque é parte do que sou, aquela leva-me a fazer aquilo que julgo ter sentido falta, mas a outra… a outra não tem nada a ver com estas duas. Terei ficado para trás à procura de periscas? Talvez seja melhor pensar no errático discernimento da razão e optar por fazer o contrário. A questão é saber quando é que ele está certo ou não. Pensando bem, o termo errático deixa-nos esperança quanto à validade da premissa, em comparação com o erro que é inexoravelmente implacável e não dá sequer espaço a circunlóquios cognitivos. Parece-me no entanto desnecessário este acervo de meditações, uma vez que a essência do erro já o deixa à parte de qualquer leque de opções dúbias que tenha à escolha, a menos que este seja desconhecido e pratique a razão da razão desconexa. Em termos práticos tudo se resolve com putas e vinho verde, mas não me desagrada a ideia de poder tomar decisões sem ambos.”